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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Garrano

(Equus caballus)


 

O garrano é um cavalo de pequeno porte, 1,32 m em média, perfeitamente adaptado à montanha. Apresenta pelagem castanha, crina longa e escura e cauda comprida e espessa. A sua alimentação pode variar desde as espécies arbustivas aos fetos e algumas gramíneas espontâneas, rebentos novos de árvores e arbustos e folhas de azevinho, carvalho, faia e medronhos.

 

O Garrano é uma raça autóctone classificada como ameaçada, pela diminuição da sua população e redução do seu solar tradicional.

 

Actualmente o solar da raça Garrana localiza-se no norte de Portugal nas serranias do Parque da Peneda-Gerês e da serra da Cabreira, onde vivem em estado semi-selvagem.

 

Apadrinhe um Garrano!!!

Ajude-nos a construir um futuro melhor para os nossos animais!!!


Conteúdo desenvolvido por:

Parque Biológico da Serra da Lousã
3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444 / Tlm. 915 361 527

Visite-nos em: www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.fundacao.adfp.pt

Entidade Gestora:

PBSL - Parque Biológico da Serra da Lousã, Unip. Lda

NIPC: 509 432 840 / RNAAT - Alvará nº 131/2011 / MN nº 477267

 

Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.


publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 11:26
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Urso pardo

(Ursus arctos)


Os ursos pardos possuem um corpo pesado e robusto, cauda curta e patas fortes com garras que são utilizadas para pescar, escavar o solo à procura de alimento ou de abrigo, para trepar e para defesa. A cor da pelagem varia e pode ir desde castanho-escura até tons de castanho-claro e negro.

 

A sua dieta é omnívora e bastante diversificada composta por peixe, herbáceas, frutos, raízes, sementes, mel, roedores, veados, gado doméstico, cadáveres, entre outros. No Outono, atingem o peso máximo devido às reservas de gordura acumuladas.

 

As crias nascem dentro de uma toca com os olhos fechados e sem pêlo e permanecem com a mãe até aos três a quatro anos de idade, aprendendo com ela as técnicas necessárias à sua sobrevivência futura como adultos.

 

Os ursos pardos ter-se-ão extinguido em Portugal entre os séculos XVII e XIX, embora ainda tenham sido avistados no século XX. Neste sentido, o Parque Biológico da Serra da Lousã pretende mostrar os ursos pardos como elemento importante da fauna ibérica nativa

 

 

Apadrinhe um urso!!!

Ajude-nos a construir um futuro melhor para os nossos animais

 

Conteúdo desenvolvido por:

Silvianne Suilen

Técnica PBSL

 

Parque Biológico da Serra da Lousã
3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444 / Tlm. 915 361 527

Visite-nos em: www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.fundacao.adfp.pt

Entidade Gestora:

PBSL - Parque Biológico da Serra da Lousã, Unip. Lda

NIPC: 509 432 840 / RNAAT - Alvará nº 131/2011 / MN nº 477267

 

Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.


publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 11:30
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Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Hamster

O hamster é o nosso animal preferido porque ele é muito fofinho. Come sementes, carne, iogurtes, legumes verdes, e muitas mais coisas. Ele não pode comer salada, frutos muito duros e legumes muito frios.

 

O Hamster tem de ter uma casinha muito espaçosa com comida e água. Também tem de ter jogos para não se aborrecer. A água deve ser mudada todos os dias. O Hamster dorme mais de dia do que de noite.

 

Ele pode viver até 3 anos.

 

Nós adoramos este animal e a Gabriella tem um.

 

Trabalho elaborado pelos alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra

Gabriella e Catarina

 

Muito obrigado por partilharem este trabalho connosco.

 

Verdinho

publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 14:05
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O coelho

O coelho é um animal muito bonito. A sua aparência é muito atrativa. Tem o corpo peludinho, umas longas orelhas e um olhar doce, qualidades que o fazem meigo e encantador.

 

É um animal mamífero que se alimenta de ração, cenouras e algumas ervas.

 

Ele tem se ser fechado em gaiolas, ou noutros espaços fechados. É um animal discreto e calmo.

 

Trabalho elaborado pelos alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra

Micaela Parada e Vanessa

 

Imagem:sushicfashion.blogspot.com

 

Muito obrigado por partilharem este trabalho connosco.

 

Verdinho

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 13:57
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Os Golfinhos

 

Os golfinhos são animais muito simpáticos. Comem pequenos peixes, lulas e polvos.

 

Eles saltam 5 metros acima da água e respiram pelo nariz que está situado por cima da cabeça.

A sua pele é cinzenta ou azul. São uns animais dóceis e inteligentes.

Normalmente eles vivem nos oceanos ou em cativeiros. Nadam até 40 km/h e mergulham a grandes profundidades. Eles podem viver de 25 a 30 anos.

Os predadores dos golfinhos são os tubarões. Nós adoramos os golfinhos.                                 

Trabalho elaborado pelos alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra:

Cristiana Guerreiro

Joyce Carneiro                                                                                                                                               

Imagem: imagensporfavor.com

 

Muito obrigado por partilharem este trabalho connosco.

 

Verdinho

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 13:07
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

PATO-REAL

(Anas platyrhynchos)

 

 

O pato-real é o mais comum dos patos selvagens e o antepassado dos patos domésticos. Esta espécie apresenta um grande dimorfismo sexual, tendo o macho uma cabeça verde iridescente muito característica enquanto as fêmeas apresentam um padrão de plumagem em tons de castanho. No inicio do Verão, os machos renovam ao mesmo tempo todas as penas de voo, ficando incapazes de voar durante 3 a 4 semanas. Neste período, os machos adquirem a chamada plumagem de eclipse ficando muito semelhantes às fêmeas.

 

Estes animais alimentam-se de bagas, sementes, plantas aquáticas, mas também de insectos e pequenos peixes que consigam capturar.

 

O ninho desta espécie corresponde a uma cavidade no solo, entre a vegetação rasteira, revestida de ervas e penas. A fêmea põe entre 10 e 12 ovos que incuba durante cerca de 28 dias. O macho abandona as fêmeas assim que esta começa a postura dos ovos.

 

Por incrível que pareça, os patos-reais apresentam uma elevada taxa de acasalamento macho-macho.

 

O pato-real atinge uma longevidade de 29 anos.

 

Visite a exposição de fotografias no C. informação / Bilheteira do parque.

 

Conteúdo desenvolvido por:

QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã

3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527

 

www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt

Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.

 

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

A LONTRA

 

A lontra apresenta uma pelagem espessa, brilhante de cor castanha, com excepção da região do ventre que é mais clara. A pelagem caracteriza-se por possuir duas camadas de pêlo, uma mais externa responsável pela impermeabilização e outra mais interna responsável pelo isolamento térmico. O focinho apresenta pêlos sensoriais que lhe permitem avançar com confiança em lugares estreitos.

 

É uma espécie semi-aquática, cujo movimento dentro de água ocorre por impulso das patas posteriores e através do movimento sinuoso do corpo. A cauda funciona como leme e a posição elevada das narinas e dos olhos permite a manutenção à superfície da água sem ser descoberta. É um animal bastante silencioso e de difícil observação.

 

Sendo um animal que vive na proximidade da água, a sua dieta é composta sobretudo por peixes mas, ocasionalmente, pode ingerir rãs, caranguejos, lagostas, aves e pequenos mamíferos terrestres.

 

É um animal solitário que, por vezes, constitui grupos formados por pares em acasalamento ou por mães com as suas crias.

 

Ao longo do mês decorrem algumas actividades relacionadas com o animal, nomeadamente uma breve apresentação da espécie e sessão de alimentação, e vai estar, no Centro de Informação, uma exposição fotográfica sobre a espécie.

 

Para visitas de grupo, até um máximo de 15 elementos, os interessados devem fazer uma inscrição prévia, sem quaisquer custos adicionais, entrando em contacto com o parque.

 

O Parque Biológico da Serra da Lousã, um projecto da Fundação ADFP, pretende, além de estimular o gosto pela natureza, criar também postos de trabalho para pessoas vítimas de exclusão, deficientes e doentes mentais. Assim, uma visita ao Parque é uma óptima forma de passar um dia em família e aprender um pouco sobre a vida selvagem de Portugal.

 

Conteúdo desenvolvido por:

QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã

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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

O GANSO

 

O ganso é uma ave que apresenta penas de cor branca ou cinzenta e patas e bico de cor laranja. Esta ave alimenta-se principalmente de plantas, incluindo raízes, tubérculos, folhas, talos, flores e frutos.

 

As fêmeas constroem os ninhos com paus e folhas e, na Primavera, põem ovos que chocam durante 30 dias, enquanto os seus parceiros guardam os ninhos.

 

Na altura da migração, múltiplas famílias de gansos juntam-se, formando um bando que proporciona espectáculos inesquecíveis, especialmente quando se observam as formações em voo e a sua aterragem nos campos para alimentação.

 

Estes animais são voadores “profissionais” e chegam a voar milhares de quilómetros durante as suas migrações anuais. Eles voam em forma de “V” para que o ganso da frente reduza a resistência do ar para os que vêm atrás, o que lhes permite voar cerca de 70% mais longe do que se estivessem a voar sozinhos. Os gansos têm também boa memória e usam as estrelas e marcas na terra que lhes são familiares para se orientarem.

 

Os gansos podem também ser encontrados em quintas, como domésticos, onde são excelentes guardas porque, para além de darem sinal na aproximação de intrusos, por vezes atacam, defendendo assim o seu território.

 

Uma vez que estes animais apresentam as duas vertentes – selvagem e doméstica – no Parque Biológico da Serra da Lousã, o lago dos gansos surge como a transição entre a Quinta Pedagógica e o Parque de Vida Selvagem.

 

Durante o mês de Julho vai decorrer uma breve apresentação da espécie e sessão de alimentação e vai estar, no Centro de Informação, uma exposição fotográfica sobre a espécie. Para visitas de grupo, até um máximo de 15 elementos, os interessados devem fazer uma inscrição prévia, sem quaisquer custos adicionais, entrando em contacto com o parque.

 

O Parque Biológico da Serra da Lousã constitui um espaço verde pertencente à Fundação ADFP, uma instituição privada de solidariedade social direccionada para a integração e desenvolvimento da pessoa com deficiência física, motora e/ou mental e que vê no ambiente e na ecologia temas capazes de conquistar resultados terapêuticos.

 

Visite o Parque Biológico da Serra da Lousã e apoie esta causa!

 

 

Conteúdo desenvolvido por:

QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã

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Telef. 239 538 444
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www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt

Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.

 

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Melro-metálico

(Lamprotornis chalybaeus)

 

 

Classe: Aves

 

Ordem: Passeriformes

 

Família: Sturnidae

 

Dimensões: 25cm.

 

Distribuição Geográfica: Praticamente todo o continente africano (Namíbia, Botswana, Zimbabwe, Moçambique, África do Sul, Angola, Etiópia).

Habitat: Floresta de savana até habitats secos.         

                                                   

Alimentação: Frutas, bagas, sementes, néctar de plantas e insectos.

 

Reprodução: Monogâmicos. Ambos contribuem para a construção do ninho que normalmente é feito em buracos existentes nas árvores. A fêmea deposita 2 a 3 ovos que levam 14 dias a incubar.

 

Comportamento:

Vivem em bandos compostos por numerosos indivíduos. São aves migratórias. Passam muito tempo no solo. Possuem um voo ruidoso devido aos recortes das penas primárias.

 

Curiosidades:

Conforme as espécies, assim varia a tonalidade da plumagem, que vai do verde e do azul ao violeta e bronzeado. Todas elas no entanto oferecem a particularidade de apresentarem os reflexos característicos do brilho metálico.

O macho e a fêmea são bastante parecidos, apenas sendo possível distingui-los através de uma menor intensidade no colorido da plumagem. Em cativeiro, a reprodução só é possível entre casais da mesma origem, isto é, é necessário que o macho e a fêmea tenham nascido na mesma região africana, pois daí dependerá a coincidência dos seus hábitos de nidificação.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

Espécie não ameaçada.

CB (Nascido em cativeiro)

 

Websites

http://www.birdlife.org/datazone/speciesfactsheet.php?id=6777

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/147618/0

 

Conteúdo desenvolvido por:

Parque Zoológico de Lagos

http://www.zoolagos.com

 

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 11:52
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FURÃO

(Mustella putorius)

 

 

Os furões são animais que apresentam elevado dimorfismo sexual, podendo os machos chegar a atingir o triplo das dimensões da fêmea. O seu corpo pode apresentar várias tonalidades, desde o branco ou creme (nos indivíduos albinos) até ao castanho-escuro, sendo a cor mais característica na natureza o castanho-escuro com uma máscara branca na face.

 

É um animal carnívoro e, como tal, alimenta-se de ratos, ratazanas e coelhos.

 

Reproduz-se normalmente durante o Inverno, nascendo uma ninhada de 3 a 7 crias.

 

Actualmente, em muitos países, são comuns como animais de estimação, no entanto, em Portugal é proibido tê-los em casa por terem sido muito utilizados na caça ao coelho e à lebre, fazendo diminuir as suas populações. O furão era colocado à entrada das tocas, afugentando os coelhos e lebres permitindo ao caçador apanhá-las.

 

Visite a exposição fotográfica no C. Informação.


 

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Mutum de penacho

Crax fasciolata

 

 

Classe: Aves

 

Ordem: Galliformes

 

Família: Cracidae

 

Dimensões: os Mutuns são das aves de caça da América, das mais corpulentas. 3Kg.

 

Distribuição Geográfica: Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina.

 

Habitat: florestas tropicais primárias.    

                                                                        

Alimentação: frutos e sementes, mas também folhas tenras, insectos e pequenos invertebrados.

 

Reprodução: Os Mutuns são aves monogâmicas e territoriais, reproduzindo-se uma vez por ano, entre Abril e Julho. O seu ninho é construído nas árvores e em diferentes níveis.

 

A postura é de 2 ovos, sendo o período de incubação de 30-36 dias.

 

As crias deixam o ninho praticamente após o nascimento alimentando-se a elas próprias desde muito cedo. Aproximadamente com 20 dias dão os primeiros voos.

 

Comportamento:

Os Mutuns vivem em pares ou em pequenos grupos. Os grupos comunicam através de uma espécie de grunhido. Tal como as galinhas, os Mutuns preferem correr do que voar. Estas aves passam menos tempo nas árvores do que os seus parentes Guanos, alimentando-se frequentemente debaixo de árvores e arbustos e podendo percorrer grandes distâncias em busca de pontos de água para beber. Tímidos e cautelosos, os Mutuns procuram refúgio no topo das árvores, quando ameaçados. Durante as cortes nupciais a sua presença é sentida por uma típica vocalização do tipo “ puji puji “.

 

Curiosidades:

Os Mutuns são os troféus de caça na região da sua distribuição geográfica. São perseguidos na floresta, geralmente nas margens dos rios em que os caçadores usam canoas para o efeito, localizando-os pelas suas vocalizações ou esperando-os nos locais de alimentação e descanso.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

A maior ameaça à sobrevivência dos Mutuns é a destruição das florestas tropicais e caça pelo Homem para alimentação. Para além da ameaça humana, as cobras são os seus maiores predadores.

CB (Nascido em cativeiro)

 

Websites

http://www.birdlife.org/datazone/speciesfactsheet.php?id=108

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/141186/0

http://zipcodezoo.com/Animals/C/Crax_fasciolata/Default.asp

 

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PAVÃO

(Pavo cristatus)

O pavão apresenta um acentuado dimorfismo sexual. O macho possui a cabeça, o pescoço e a parte anterior do peito de cor azul e longas penas na cauda enquanto a fêmea tem o pescoço esverdeado e a plumagem em tons de cinzento e castanho.

 

Esta ave ornamental alimenta-se principalmente de insectos e pequenos invertebrados mas também de grãos, bagas, sementes e vegetais. O pavão pode ter uma longevidade de 20 anos.

 

Na Primavera, o macho abre as penas da cauda formando um leque e canta, com os seus gritos característicos, para atrair as fêmeas. Este comportamento demonstra o papel decisivo da cauda extravagante dos pavões, que pode atingir 2 metros de comprimento, no ritual de acasalamento. Cada postura é composta por 4 a 7 ovos, nascendo as crias passado 28 dias.

 

A exuberância de cores e beleza das penas do pavão levaram à criação de diversas variedades de plumagem: branca, negra, púrpura, entre outras cores.

 

Visite a exposição de fotografias no Centro de Informação / Bilheteira do Parque.Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã.


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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

CORUJA-DAS-TORRES

(Tyto alba)

 

 

A Coruja-das-torres é uma ave tipicamente nocturna, que pode viver até aos 10 anos de idade. Possui uma plumagem suave e densa de cor castanha e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça. A parte interna das asas, o peito e a parte inferior do corpo têm cor branca. O seu rosto tem uma forma peculiar com olhos negros, que lhe conferem uma excelente visão, e uma crista de penas por cima do bico que se assemelha a um nariz. O seu peso oscila entre 250 e 700 gramas, sendo geralmente as fêmeas maiores que os machos.

 

É uma ave que habita em cavernas, telhados de celeiros e prédios, torres de igreja e em troncos de árvores, alimentando-se principalmente de pequenas aves, roedores, invertebrados, pequenos lagartos e anfíbios, provenientes da caça.

 

Quando as corujas acasalam tornam-se parceiras para a vida, reproduzindo-se uma vez por ano. As crias são alimentadas pelos progenitores que caçam por turnos, de forma a evitar que estas fiquem sozinhas.

 

Visite a exposição fotográfica no C. Informação / bilheteira do parque. Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã.

 

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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Wallaby

Macropus rufogriseus

 

 

Classe: Mamíferos

 

Ordem: Diprotodontia

 

Família: Macropodidae

 

Dimensões: aproximadamente 1,05 m de comprimento e 0,70-0,75 m de cauda.

 

Distribuição Geográfica: Austrália (especialmente comum na Tasmânia).

 

Habitat: florestas de eucalipto com arbustos e terreno aberto.   

                              

Alimentação: ervas e raízes suculentas.

 

Reprodução: As fêmeas são férteis a partir dos 14 meses de idade, sendo os machos a partir dos 19 meses.

A duração do período de cio é de aproximadamente de 33 dias, sendo o período de gestação de 30 dias.

Nasce uma cria de cada vez sendo dependente da bolsa até aos 280 dias de idade embora a cria se amamente até aos 12 – 17 meses de idade.

Os nascimentos ocorrem geralmente em Fevereiro/ Março.

 

Comportamento:

Como em todas as espécies de macrópodes, os wallabys usam a sua cauda para o equilíbrio.

São basicamente crepusculares, passando as horas do dia a descansar à sombra, pastando no início da manhã e ao fim da tarde.

Refrescam-se lambendo as suas mãos.

São essencialmente solitários embora pastem em grupos de cerca de 30 indivíduos.

 

Curiosidades:

Esta espécie é protegida por lei em todos os Estados onde ocorre, podendo ser caçados sob licenciamento em determinadas alturas, na Tasmânia.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

Os wallabys foram vítimas da caça para aproveitamento da pele e, pelos agricultores devido à competição das pastagens para o gado.

Outra causa da sua redução foi também a destruição das florestas.

CB (Nascido em cativeiro)

 

Websites

http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Macropus_rufogriseus.html

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/40566/0

 

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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

PORQUINHO-DA-ÍNDIA

(Cavia porcellus)

 

O porquinho-da-índia pertence à família dos roedores. É um animal dócil e muito activo cuja esperança de vida é de 4 a 8 anos. Apresenta uma grande variedade de cores e tipos de pêlo. Os machos e as fêmeas apresentam diferenças quer no peso, quer no tamanho. Os machos são geralmente maiores que as fêmeas e podem pesar até 1200 gramas.

 

É um animal que se adapta bem a qualquer ambiente pois requer apenas um local seco e que receba luz solar directa em grande parte do dia. A sua alimentação passa por frutas frescas, feno e legumes, podendo ser também alimentado com ração.

 

A reprodução pode ocorrer em qualquer altura do ano, dando origem a uma ninhada com 2 a 5 filhotes. O período de gestação é de cerca de 62 dias. Após o nascimento das crias, estas são amamentadas até perto das três semanas.

 

Este roedor é originário da América do Sul mas, actualmente, faz parte do grupo de animais presentes nas quintas portuguesas.

 

Visite a exposição de fotografias no Centro de Informação / Bilheteira do Parque.Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã.

 

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Terça-feira, 1 de Março de 2011

Pombo Nicobar

(Caloenas nicobarica)

 

 

Classe: Aves

Ordem: Columbiformes

Família: Columbidae

 

Dimensões: 40 cm.

 

Distribuição Geográfica: Ásia, particularmente nas ilhas Nicobar (Índia), até à Nova Guiné, no máximo até ao norte das Filipinas.

 

Habitat: matas.

 

Alimentação: sementes, bagas e insectos.

 

Reprodução: Quase todas as espécies de pombos, na generalidade, têm os mesmos padrões de cortejamento. Os rituais duram vários dias, seguidos da construção do ninho. O macho é quem escolhe o local, carregando galhos, raízes e outros materiais que são colocados pela fêmea. Os pombos são monógamos, acasalam com o mesmo parceiro toda a vida. A postura é normalmente de apenas um ovo. A incubação é efectuada pelo macho e pela fêmea, por um período de 2 semanas e meia. A cria quando nasce é praticamente nua e, totalmente dependente dos progenitores que a alimentam, inicialmente com uma espécie de “leite”, um fluído bastante rico que é regurgitado pela fêmea. Com cerca de um mês as crias são quase autónomas, mas têm tendência a saírem do ninho um pouco mais tarde.

 

Comportamento:

Os pombos de Nicobar alimentam-se no solo da floresta, passando muito tempo no mesmo. Movem-se em bandos durante o dia e também passam a noite juntos. A sua vocalização consiste num suave arrulhar. Tal como todos os pombos e rolas emergem o bico quando bebem, sugando a água.

 

Curiosidades:

Os Pombos de Nicobar são das poucas espécies de pombos, que têm posturas normalmente de apenas um ovo.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

A perda de habitat e a captura para o comércio de animais são exemplos das ameaças a que estão sujeitos.

Quase Ameaçado.

CITES – Apêndice I

CB (Nascido em cativeiro)

 

Websites

http://www.birdlife.org/datazone/speciesfactsheet.php?id=2604

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/143595/0

http://zipcodezoo.com/Animals/C/Caloenas_nicobarica/

 

Conteúdo desenvolvido por:

Parque Zoológico de Lagos

http://www.zoolagos.com

 

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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Maravilha

  

Nome comum:

Maravilha

 

Nome científico:

Colias croceus (Fourcroy, 1785)

 

Morada:

É uma borboleta que existe de Norte a Sul no território português.

A nível mundial, distribui-se pela Europa Central e do Sul, chegando ao Norte europeu enquanto migradora. Atinge inclusive a zona Oeste da Ásia.

 

Género:

A fêmea é um pouco maior que o macho e distingue-se deste pelas bandas pintalgadas de amarelo nas bandas marginais escuras das asas anteriores.

 

Filiação e nascimento:

Esta borboleta pertence à família dos Pierídeos.

As fêmeas põem os ovos de forma dispersa pelas plantas que se encaixam na ementa das lagartas que deles hão-de nascer.

A lagarta é verde e alimenta-se de trevos, luzerna e cornichão, entre algumas outras plantas do grupo das leguminosas.

A última geração do ano passa o Inverno como crisálida, fixada ao ramo de uma planta, por exemplo, com fios de seda.

As zonas de reprodução estão abaixo dos mil metros de altitude, pois possivelmente não suporta temperaturas críticas.

 

Idade:

Tem 3 a 4 gerações por ano, dependendo das temperaturas em causa.

 

Curiosidades:

Não está entre as borboletas ameaçadas. A sua larga distribuição e as plantas de que se alimentam as lagartas são frequentes, o que lhes permite concluir o ciclo de vida sem grande dificuldade.

Estas borboletas possuem um voo rapidíssimo mas podemos vê-las a alimentar-se na Primavera nos cardos, em alfazema e noutras plantas em flor.

Se quiser ficar com uma lembrança delas, fotografe-as. Aproxime-se apenas até uma certa distância, o máximo a 3 ou 4 metros, para não assustar.

 

Bibliografia:

«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.

www.tagis.org

 

Conteúdo desenvolvido por:

Parque Biológico de Gaia

http://www.parquebiologico.pt
 
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Charrela ou Perdiz-cinzenta

Perdix perdix

 

 

Esta ave pertence à Familia Phasianidae, onde se incluem os faisões e outras perdizes. A espécie encontra-se actualmente Extinta no nosso país, sendo outrora uma residente nidificante no nosso território, especialmente nas terras altas de Trás-os-Montes e Alto Minho. Os registos mais recentes referem-se aos anos 50 (Parque Nacional da Peneda-Gerês e serra da Nogueira), mas a espécie poderá ter persistido na Serra de Montesinho até mais tarde.

 

Esta espécie faz o ninho no chão, geralmente em finais de Março, e deposita os ovos algumas semanas depois. É considerada a espécie de ave que mais ovos deposita: cerca de 15 ovos, a intervalos de 2 dias!!!

 

As crias, que abandonam o ninho algumas horas após a eclosão, necessitam de praticar uma dieta rica em proteínas, podendo chegar a consumir mais de 2000 insectos por dia! Dada a introdução de pesticidas e herbicidas em campos cultivados e a intensificação dos cultivos intensivos modernos que, dado o seu controlo, se encontram livres de ervas e por consequência, de insectos, as populações desta ave têm vindo a decrescer um pouco por toda a Europa.

Assim, os pesticidas, aliados a outras ameaças como o decréscimo da qualidade de habitats apropriados à nidificação e desenvolvimento das crias, a pressão dos predadores e, evidentemente, a mortalidade derivada da caça, contribuíram para o seu declínio.

 

As libertações para efeitos cinegéticos de faisões (Phasanius colchius) e de perdizes-vermelhas (Alectoris rufa) são prejudiciais, uma vez que os primeiros transmitem às charrelas um nemátodo que afecta a condição corporal e a taxa de reprodução e sobrevivência das últimas, aumentando ainda o risco de caça em locais onde se fazem libertações.

 

Existem actualmente exemplares desta espécie no Parque Biológico de Vinhais mas estes provêm de Centros de Recuperação, isto é, nasceram em cativeiro e por isso não conhecem o meio selvagem.

 

Se forem visitar o parque, facilmente poderás distinguir o macho desta espécie da fêmea uma vez que este apresenta uma mancha no ventre em forma de ferradura e cor de ferrugem.

 

O logótipo do Parque Biológico de Vinhais corresponde à silhueta de uma Charrela, uma vez que pretendemos salvaguardar esta espécie e dedicar-lhe a nossa atenção. 

 

O futuro desta espécie no nosso país poderá passar por repovoamentos em áreas onde se pratique uma agricultura livre de pesticidas (ou onde se utilizem apenas pesticidas selectivos), onde os indivíduos possam encontrar disponibilidade alimentar durante todo o ano, cobertura para os seus ninhos, refúgio de predadores e onde a caça seja conduzida de forma ordenada, respeitando as populações naturais.

 

Bibliografia consultada

Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. AVES DE PORTUGAL. ORNITOLOGIA DO TERRITÓRIO CONTINENTAL. ASSÍRIO & ALVIM, LISBOA.

 

Conteúdo desenvolvido por:

 

www.parquebiologicodevinhais.com

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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

TEXUGO

(Meles meles)

 

 

O texugo apresenta coloração cinzenta no dorso e na cauda e coloração preta nos membros. A sua característica mais distinta é a sua face branca com duas listas pretas que vão desde o nariz até à orelha e que recobrem os olhos.

 

Trata-se de um animal omnívoro de hábitos alimentares essencialmente nocturnos que se alimenta de frutos, bolbos, insectos, minhocas, roedores, toupeiras e coelhos.

 

É uma espécie que vive em grupos que são bastante territoriais, defendendo áreas que são demarcadas com excrementos. Possui um habitat bastante diverso onde escava galerias subterrâneas com várias entradas e divisões.

 

A reprodução ocorre na Primavera e o período de gestação é de aproximadamente dois meses, nascendo as crias no Verão. Têm apenas uma ninhada por ano composta por 3 a 6 indivíduos.

 

Curioso é o facto de o texugo “enterrar” os seus mortos. Há casos de indivíduos que morreram dentro das tocas e foram sepultados dentro destas pelos restantes membros do grupo.

 

Visite a exposição fotográfica no Centro de Informação / Bilheteira do parque.

 

Conteúdo desenvolvido por:

QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã

3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527

www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt

Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.

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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Pombo Coroado

(Goura victoria)

  

 

 

Classe: Aves

Ordem: Columbiformes

Família: Columbidae

 

Dimensões: aproximadamente 74 cm.

 

Distribuição Geográfica: Nova Guiné.

 

Habitat: Floresta, a baixa altitude.

 

Alimentação: sementes, bagas, frutos, insectos.

 

Reprodução: Os pombos coroados nidificam em arbustos e árvores a uma altura relativamente baixa. Preferem áreas de mata densa. É o macho que escolhe o local do ninho, sendo ele a transportar paus, raízes e outros materiais. A fêmea permanece no ninho aceitando-os e construindo-o. Estas aves são monógamas, acasalando para toda a vida. A postura é de um ovo apenas e, a incubação é efectuada por ambos, durante um período de aproximadamente 30 dias. As crias nascem quase peladas.

 

Comportamento:

Contrariamente a outras aves, os pombos e rolas, bebem submergindo o bico na água e sugando. Todas as espécies de pombos e rolas movimentam-se em bandos durante o dia, juntando-se também ao final do mesmo. Estas aves iniciam o coro de vocalizações antes de partirem para se alimentar e beber. De seguida voltam para os locais de descanso, onde passam parte do dia. À tarde, o bando volta a partir para se alimentar e beber, voltando ao fim do dia para os locais de descanso.

  

Curiosidades:

O nome desta ave é uma comemoração à monarquia inglesa, à rainha Victoria do Reino Unido.

O pombo coroado pertence ao género dos maiores pombos do mundo.

Durante a côrte nupcial, o casal efectua uma dança na qual ambos abanam a cabeça e, batem os bicos um no outro produzindo estalidos.

Produz um chamamento muito característico, semelhante ao som produzido por um sopro para o interior de uma garrafa.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

Vulnerável. CITES Anexo II

Para além de caçados pelas suas cristas, estes animais também são caçados pela sua carne. Desapareceram largamente perto de habitações humanas.

CB (Nascido em cativeiro)

 

Websites

http://en.wikipedia.org/wiki/Victoria_Crowned_Pigeon

http://www.eol.org/pages/1049833

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/143741/0

http://nationalzoo.si.edu/Animals/Birds/Facts/FactSheets/fact-crownpigeon.cfm

 

Conteúdo desenvolvido por:

Parque Zoológico de Lagos

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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

B.I. do Sável

 

Figura 1 - Sável – Alosa alosa (Linnaeus, 1758) – sobre o fundo de um rio. Fotografia ref. [1.a].

 

Nome comum Sável

 

Nome científico - Alosa alosa (Linnaeus, 1758)

 

Hábitos e Habitat O sável pertence à família Clupeidae, na qual se incluem espécies como a savelha. De facto a semelhança morfológica entre ambas as espécies é notória. O sável é caracterizado por apresentar corpo fusiforme e comprimido lateralmente. As escamas são grandes, pouco aderentes, e prateadas. O dorso apresenta coloração azulada, e por vezes apresenta uma transição para o castanho ou esverdeado, enquanto os flancos são prateados. É geralmente bem visível uma mancha negra após o opérculo. Os adultos atingem o comprimento médio de 50 cm e um peso de 1,5kg. Excepcionalmente, em Portugal, foram capturados indivíduos desta espécie com 80 cm e com um peso de 5 Kg.

 

O sável encontra-se distribuído desde o sul da Península Ibérica até ao Norte de França e Ilhas Britânicas. Em Portugal, ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Vouga, Mondego, Tejo e Guadiana. Esporadicamente, são capturados indivíduos de sável na bacia hidrográfica do rio Douro, embora actualmente aí não existam populações viáveis desta espécie, somente indivíduos erráticos.

 

Tal como a savelha, o sável é também um migrador anádromo – vive no meio marinho e reproduz-se em meio dulciaquícolas - e pode percorrer grandes distâncias para desovar. No meio marinho vivem a profundidades entre os 70 – 300 m de profundidade. No final do mês de Fevereiro os adultos aproximam-se dos estuários, agregando-se para dar início à subida dos rios no começo da Primavera, quando a temperatura da água varia entre 10ºC e 15ºC e o caudal é favorável. Os machos formam cardumes e são os primeiros a subir os rios, e só após cerca de duas semanas as fêmeas – cerca de um ano mais velhas do que os machos – seguirão os machos rio acima, chegando a percorrer mais de 700 Km desde a foz. Chegados ao local de eleição - com água bem oxigenada, substrato de cascalheira, e profundidade de cerca de 1,5 m - os cardumes de sável aguardam o cair da noite para desovar. O rodopiar das fêmeas seguidas por vários machos, produz um movimento ruidoso na água, conhecido entre os pescadores do Guadiana por “encharrique”. As posturas ficam à deriva, e os ovos eclodem decorridos 4 – 5 dias. Os adultos, que entretanto pararam de se alimentar durante a migração reprodutora, morrem na sua maioria após a reprodução apesar da tentativa de regressar ao mar. Só alguns sáveis conseguem realizar mais do que uma migração anádroma ao longo das suas vidas.

 

As larvas de sável recém-eclodidas medem apenas 6 – 8 mm, alimentando-se de zooplâncton. Ao atingirem os 5 – 6 cm de comprimento as larvas passam a denominar-se por alevins, e iniciam o regresso ao mar durante a noite, chegando aos estuários entre Agosto e Outubro. Permaneceram 4 a 5 meses em água doce. Enquanto alevins alimentam-se também de larvas de dípteros, crustáceos e de alguma matéria vegetal, além de zooplâncton. Os juvenis permanecem nos estuários durante um período de tempo variável, entre 4 a 6 meses, após o qual se dirigem para o mar. Alimentam-se de zooplâncton, crustáceos e de outros peixes.

 

No meio marinho, os juvenis crescem e preparam-se para a migração anádroma que se realizará entre os 2 – 5 anos de idade para os machos, e entre os 3 – 8 anos de idade para as fêmeas, assegurando a continuidade da espécie.

 

Tal como muitas das espécies de peixes migradores que ocorrem em Portugal, também o sável se encontra em perigo devido a várias actividades humanas. Esta espécie foi em tempos um recurso faunístico economicamente importante, e que se recuperado poderá voltar a ser sustentável.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha

Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

  

Bibliografia consultada

  1. Collares-Pereira, M. J.; Filipe, A. F.; da Costa, L. M. 2007. Os peixes do Guadiana. Que futuro?Guia de peixes do Guadiana português. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.
  2. Vários, 2008. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Assírio & Alvim/ICN, 659p.
  3. Vários, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000 – Vol. II - Valores Naturais - Peças escritas - Fichas de caracterização ecológica e de gestão: Habitats Naturais e Espécies da Flora e da Fauna. ICN
  4. Almaça, C. 1996. Peixes dos rios de Portugal. Edições Inapa, S.A. Lisboa. 129p.
  5. Bruno, S.; Maugeri, S. 1995. Peces de água dulce de Europa. Ediciones Omega, S. A. Barcelona. 209p.

Fotografia

[1.a] http://www.rios-galegos.com/pe5.htm 17-01-2011

 
Webgrafia consultada

1.1 http://www.fluviatilis.com/dgf/species.cfm?codspecies=aalo 17-01-2011

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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Galinha

(Gallus gallus)

 

A galinha é uma ave que pertence à família dos Fasianídeos. Estas aves possuem bico pequeno, crista carnuda e asas curtas e largas. Os juvenis são chamados frangos, e os filhotes, pintos ou pintainhos.

 

A galinha tem uma enorme importância para o Homem sendo o animal doméstico mais difundido e abundante do planeta. Além da sua carne, as galinhas fornecem ovos. As penas também têm utilizações industriais.

 

As galinhas são aves omnívoras, tendo preferência por sementes e pequenos invertebrados, como é o caso das minhocas. A proximidade ancestral com o homem permitiu o cruzamento destinado à criação de diversas raças, adaptadas a diferentes necessidades.

 

Visite a exposição fotográfica no C. Informação / Bilheteira do Parque. De realçar que existem neste Parque 5 variedades diferentes de galinhas, duas das quais são raças autóctones (galinha-amarela e galinha-pedrês).


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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Jiboia

(Boa constrictor)

 

  

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Família: Boidae

 

Dimensões: 3 a 5 metros.

 

Distribuição Geográfica: desde a Argentina ao Norte do México.

 

Habitat: Floresta húmida, savana, mangais.

 

Alimentação: pequenos mamíferos, aves e répteis.

 

Reprodução: Esta espécie reproduz-se sazonalmente. A fêmea emite um sinal da cloaca para atrair o macho. Macho e fêmea juntam-se através das cloacas para que se dê a fertilização dos ovos. A fertilização é interna.

 

Comportamento:

É uma espécie nocturna e solitária.

Detecta as presas pela percepção do movimento. Matam por constrição, estrangulamento.

 

Curiosidades:

 A maior Jiboia jamais avistada tinha cerca de 5,5 m.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

CITES Anexo II.

A desflorestação e o tráfico ilegal são as principais ameaças à sobrevivência da espécie.

Nascido em cativeiro.

 

Websites

http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Boa_constrictor.html

http://nationalzoo.si.edu/Animals/ReptilesAmphibians/Facts/FactSheets/Boaconstrictor.cfm

 

Conteúdo desenvolvido por:

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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Porco – Raça Bísara

  

Origem

O porco doméstico tem a sua origem no javali (Sus scrofa).

 

Dieta

Omnívoro

 

Reprodução

O período de gestação dura cerca de 115 dias; nascem, habitualmente, até 12 crias por ninhada.

 

Raças Autóctones

Porco Bísaro e Porco Preto ou Alentejano.

 

Porco Bísaro

O Porco de raça Bísaro é originário do tronco Céltico e apresenta duas variedades: Galega, de cor branca ou branca com malhas pretas e Beiroa, de cor preta ou preta com malhas brancas.

De uma forma geral, os suínos de raça bísara podem-se caracterizar como sendo animais grandes, chegando a atingir 1m de altura e 1,8 m da nuca até à raiz da cauda; tem dorso convexo e orelhas grandes e pendentes.

Trata-se de uma raça pouco rústica, mas bem adaptada ao sistema tradicional. São animais de temperamento bastante dócil, vagarosos e com movimentos pouco graciosos. Tem elevada prolificidade (as ninhadas podem atingir os 20 leitões), no entanto são de crescimento lento.

 

 

 

Com o objectivo de promover a raça, evitando a sua extinção foi criada, em 1994 a Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB) responsável também pela gestão do respectivo registo zootécnico.

Vinhais, já tem reconhecidos pela CE 7 produtos tradicionais (Reg. CEE nr. 2081/92), uma indicação que comprova a reputação, genuinidade e modo de produção específico destes enchidos (IGP – Indicação Geográfica Protegida). São eles o Salpicão, a chouriça de carne, a alheira, o butelo, o chouriço doce, chouriço azedo e o presunto bísaro.

 

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B.I. da Savelha

Figura 1 – Uma savelha capturada e fotografada a bordo de um navio de investigação.

               Fotografia de Hans Hillewaert.

 

Nome comum: Savelha, Saboga.

 

Nome científico: Alosa fallax (Lacepède, 1803)

 

Hábitos e Habitat: A savelha é uma das espécies de peixe pertencentes à família Clupeidae, na qual também se incluem espécies como a sardinha e o arenque. A savelha, ou saboga, possui o corpo fusiforme e comprimido lateralmente. Apresenta 4 a 8 manchas pretas atrás do opérculo, bem visíveis sobre a cor prateada dos flancos e ventre. O dorso possui coloração azulada e brilhante. As escamas desta espécie são grandes, suaves e pouco aderentes. No ventre possui uma linha de escamas diferentes das restantes – escuteliformes - que formam uma quilha ou carena (Figura 1). As fêmeas atingem as maiores dimensões e longevidade, cerca de 55 cm e aproximadamente 1 kg, podendo viver até aos 10 anos.

 

 A savelha ocorre no Atlântico Nordeste, desde a Escandinávia até às zonas costeiras de Marrocos, incluindo o Mar Mediterrâneo, Mar Báltico e Mar Negro.

Esta é uma espécie migradora anádroma, que ocorre não só em meio marinho, como nas zonas costeiras, mas também em estuários e na zona mais a jusante dos rios (mais próxima do estuário). Em Portugal ocorre nas bacias dos rios Minho, Lima, Vouga, Mondego, Tejo, Sado, Mira e Guadiana. Na bacia do Douro já não existem populações viáveis, embora se continue a verificar a entrada de indivíduos erráticos.

As savelhas são peixes que formam cardumes que se movimentam ao longo de toda a coluna de água, e diz-se por isso, que são peixes pelágicos. Quando em meio marinho, vivem a profundidades na ordem dos 200 a 300 m.

É no meio marinho que as savelhas se preparam para a migração de reprodução. No início da Primavera, entre Março e Abril, os cardumes de savelhas agregam-se nos estuários. Em Maio começam a subir os rios, quando a temperatura da água varia entre 10ºC e 12ºC. Esta espécie necessita de intervalos de adaptação à diferença de salinidade da água, à medida que sai dos estuários e começa a subir os rios.

Os machos iniciam a migração para montante dos rios umas semanas antes das fêmeas. O local escolhido para a desova, geralmente tem substrato arenoso, com algumas pedras e vegetação aquática. A desova ocorre em Junho e Agosto, sempre durante a noite, em que a agitação de numerosas savelhas a chapinhar à superfície da água produzem um som bem audível. Após a turbulência do frenesim da desova, os ovos fecundados afundam no leito do rio, permanecendo sobre o substrato de areia, lodo ou gravilha, e eclodem decorridos 4 a 6 dias (dependendo da temperatura da água).

 

Após a desova, os adultos que deixaram de se alimentar durante a época de reprodução em água doce, regressam ao mar, podendo ainda voltar a reproduzir-se durante cerca de 3 épocas. No mar, os adultos alimentam-se de pequenos peixes e crustáceos.

As pequenas larvas de savelha alimentam-se de plâncton e invertebrados dulciaquícolas à medida que são arrastadas pela força da corrente em direcção aos estuários, onde chegam entre Agosto e Outubro. Podem permanecer nos estuários durante 1 ano, após o qual migram para o mar até atingir a maturidade sexual: aos 2-3 anos de idade para os machos e 3-5 anos para as fêmeas, dando continuidade ao ciclo de vida desta espécie.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha

Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Webgrafia consultada

1. http://www.fluviatilis.com/dgf/species.cfm?codspecies=afal 30-11-2010

2.http://www.fishbase.org/Summary/speciesSummary.php?ID=5355&genusname=Alosa&speciesname=fallax&AT=alosa+fallax&lang=Portuguese 30-11-2010

3. http://english.verkeerenwaterstaat.nl/kennisplein/8/6/86026/2002.169X_appendix7.pdf 30-11-2010

4. http://extranet7.kent.gov.uk/klis/resources/factsheets/species_fr/Allis_and_Twaite_Shad.pdf 01-12-2010

 

Bibliografia consultada

  1. Collares-Pereira, M. J.; Filipe, A. F.; da Costa, L. M. 2007. Os peixes do Guadiana. Que futuro?Guia de peixes do Guadiana português. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.
  2. Vários, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000 – Vol. II - Valores Naturais -
  3. Peças escritas - Fichas de caracterização ecológica e de gestão: Habitats Naturais e
  4. Espécies da Flora e da Fauna. ICN

Vários, 2008. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Assírio & Alvim/ICN, 659p.

 

Fotografia

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Alosa_fallax.jpg

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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

VACA

(Bos taurus)

  

É um mamífero ruminante.  Caracteriza-se por possuir um par de cornos, que são diferentes de chifres pois são ósseos, ocos, não ramificados e permanentes.

 

Esta espécie foi domesticada pelo homem e é explorada para a produção de leite, carne e pele (couro) e também como meio de transporte e animal de carga. Também os ossos são aproveitados, para o fabrico de farinha, sabão e rações animais. O casco e os cornos têm usos diversos e os pêlos das orelhas são usados para a confecção de pincéis artísticos.

 

A sua alimentação, como animal herbívoro, é constituída essencialmente de erva e algumas gramíneas.

 

Visite a exposição de fotografias no Centro de Informação / Bilheteira do Parque. Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã. De realçar que existem neste Parque 6 espécimes pertencentes a 4 raças diferentes de vacas, todas elas autóctones.

 

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Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.

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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Tartaruga Terrestre Africana

(Geochelone sulcata)

 

 

Classe: Reptilia

Ordem: Testudines

Família: Testudinidae

 

Dimensões: 35 – 50 cm

Longevidade: 80-90 anos

 

Distribuição: Distribuem-se desde o Senegal e Mauritânia até Mali, Nigéria, Sudão, Etiópia e Eritreia.

 

Habitat: Vivem em ambientes quentes, desde áreas desérticas à savana seca.

 

 Alimentação: São herbívoras. Em cativeiro alimentam-se de diversas variedades de ervas, alface e legumes.

 

Reprodução: Reproduzem-se muito bem em cativeiro. Os machos tornam-se sexualmente maturos quando a carapaça atinge cerca de 35 cm de diâmetro. Durante a época de reprodução tornam-se mais agressivas. A cópula ocorre em qualquer altura entre Junho e Março, frequentemente após uma estação chuvosa entre Setembro e Novembro. De seguida a fêmea faz uma depressão no solo onde urina, cavando 7 a 14 cm de profundidade onde deposita entre 15-30 ovos. O trabalho de construção do ninho demora cerca de 5 horas e, escava 4 ou 5 locais antes de decidir em qual deles vai depositar os ovos. Depois dos ovos colocados a fêmea tapa-os, o que demora cerca de uma hora. O período de incubação pode variar entre 85 e 120 dias, conforme a temperatura.

 

Comportamento: Estes animais são muito agressivos uns para com os outros. Esta agressão inicia-se a partir do momento em que nascem. Gostam de escavar e estão muito bem adaptadas para o fazer. São animais muito fortes e activos e quando as temperaturas se tornam muito quentes ou frias, escondem-se nesses buracos ajudando-as a prevenir a desidratação visto dependerem da água metabólica e do alimento. Permanecem nos buracos durante horas e, se existir lama enterram a sua parte traseira. Quando as temperaturas ultrapassam os 40ºC esfregam a sua própria saliva nas patas para se refrescarem. São mais activas ao fim da tarde e, de manhã permanecem ao sol para fazer subir a temperatura corporal depois do frio da noite.

 

Curiosidades: A tartaruga terrestre africana é a maior das tartarugas de África. Apenas a tartaruga dos Galápagos é maior que esta espécie. A cor delas é dourada (amarelo acastanhado). Externamente é difícil diferenciar os machos das fêmeas.

Pesam entre 36 e 50kgs.

 

Estatuto de conservação: Vulnerável. A sua população tem sido reduzida pela urbanização, terrenos para pastoreio de gado e desertificação.

 

Websites

http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Geochelone_sulcata.html

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/163423/0

 

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Parque Zoológico de Lagos

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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Almirante-vermelho

Nome comum:

Almirante-vermelho

 

Nome científico:

Vanessa atalanta

 

Morada:

Existe em Portugal, ao longo de todo o território, do nível do mar até aos 1600 metros.

É uma espécie habitual no percurso de descoberta da natureza do Parque Biológico de Gaia.

 

Género:

Normalmente os machos gostam de guardar um território ao sol e tentam convencer qualquer fêmea que passe ali a acasalar.

 

Filiação e nascimento:

Esta borboleta pertence à família dos Ninfalídeos.

Todas as borboletas surgem na forma de um ovo que é posto isoladamente pela fêmea em folhas e ramos de plantas que podem ser, por exemplo, urtigas.

Desse ovo nasce a lagarta, escura.

Esta fase de larva é a da alimentação. Quando termina procura um sítio onde se sinta bem, imobiliza-se, e passa à fase seguinte, que é a de crisálida.

Agora apresenta um casulo discreto, onde passa por grandes transformações, até que eclode como insecto adulto: a borboleta.

Quando fecha as asas é mimética, confunde-se com o ambiente, em tons acinzentados, a fim de escapar aos predadores, tais como aves, pequenos répteis e outros insectos.

 

Idade:

Aparece em duas ou três gerações por ano, dependendo das temperaturas reais.

Tem uma envergadura de cerca de 65 mm.

É das poucas borboletas capazes de enfrentar no estado de adulto o Inverno mediterrânico.

 

Ameaças:

O desaparecimento das florestas autóctones e das respectivas orlas prejudica a espécie, pois perdem as plantas hospedeiras para completarem o ciclo de vida.

 

Conservação:

Como é uma espécie migradora, na Primavera à medida que a temperatura aumenta, expande-se para norte; no Outono, à medida que as temperaturas diminuem, recua para sul.

Quando o tempo arrefece, os prédios urbanos que mantêm floreiras vivas, com plantas com flores, ajudam à sobrevivência destes viajantes.

Em termos gerais, manter porções de urtigal, mesmo em áreas de lavradio, e orlas de floresta é importante para manter as populações.

Deve-se também evitar o coleccionismo; é preferível coleccionar fotografias das várias espécies, deixando os espécimes vivos para poderem completar o seu ciclo de vida.

 

Bibliografia:

«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.

http://www.tagis.org

 

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http://www.parquebiologico.pt
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Veado Muntjac

(Muntiacus muntjac)

 

 

Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Cervidae

 

Dimensões: 1m de comprimento e 50 cm de altura.

 

Distribuição Geográfica: Sri-Lanka, Índia, Nordeste do Paquistão, Nepal, Butão, Bangladesh, Sul da China, Malásia, Sumatra, Bornéu, Java e Bali.

 

Habitat: Florestas tropicais de vegetação densa.

 

Alimentação: Folhas, rebentos, erva e fruta.

 

Reprodução: Atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 12 meses de idade. Os muntjac podem reproduzir-se em qualquer altura do ano, sendo mais frequente nos meses de Janeiro e Fevereiro. Nessa altura, é comum observarem-se duelos entre machos de forma a determinar qual irá acasalar com a fêmea escolhida. Por sua vez, as fêmeas formam pequenos territórios dentro de um maior pertencente a um macho e, defendem esse espaço de outras possíveis rivais. Depois de 7 meses de gestação, a fêmea dá à luz, normalmente apenas a uma cria, num local escondido e protegido. O juvenil permanece nesse local até ter resistência e idade suficiente para acompanhar a sua mãe. Mais tarde, a fêmea irá forçar a sua cria a ser independente, afastando-se da mesma, antes de poder acasalar novamente.

 

Comportamento:

Habitualmente vive solitário ou em pares e, raramente abandona o seu território. Mais activos no final do dia, uma vez que a visibilidade é muito reduzida à noite. Usam as secreções das glândulas faciais para marcar território, sendo uma importante forma de comunicação com outros veados. Quando alarmados ou na presença de algum perigo, os muntjac emitem um som característico, semelhante ao ladrar dum cão. Depois fogem, saltando, até encontrarem abrigo na vegetação mais densa. Esse latido também é utilizado para manter outros congéneres afastados do seu território e atrair as fêmeas na época do cio.

 

Curiosidades:

 É um pequeno e tímido membro da família dos cervídeos. Os machos possuem armações muito simples e curtas, com uma só ponta e caninos bem desenvolvidos (defesas). Ambos são usados como armas de combate, sobretudo as defesas. As armações são renovadas anualmente. As fêmeas têm pequenas saliências ósseas cobertas de tufos de pêlo, no local onde crescem as armações dos machos.

 

Devido ao som que produz é, também, chamado por “veado que ladra”.

 

Estatuto de conservação e factores de ameaça:

As populações do muntjac-indiano aparentam estar estáveis.

As maiores ameaças a esta espécie são a destruição do habitat e a caça para consumo humano e aproveitamento da pele. 

 

Websites

http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Muntiacus_muntjak.html 

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/42190/0

 

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B.I. do Salmão-do-Atlântico

Figura 1 –  Salmão-do-Atlântico em primeiro plano. Fotografia de Hans-Petter Fjeld.

 

Nome comum: Salmão-do-Atlântico, Salmão,

Nome científico: Salmo salar (Linnaeus, 1758).

 

Hábitos e habitat: O salmão-do-atlântico pertence à família Salmonidae, onde também se incluem, por exemplo, as trutas. Esta espécie ocorre no Atlântico Norte, desde o Norte da Europa à costa Este dos Estados Unidos da América e Canadá. Em Portugal ocorre o limite sul  europeu de distribuição da espécie, registando-se ocorrência, em número reduzido e flutuante ao longo do tempo, nos rios Minho e Lima. Neste último supõe-se que a população se tenha extinguido.

 

O salmão-do-atlântico é uma espécie de elevado valor comercial e desportivo, que pode atingir 1,5m de comprimento, e com o peso máximo publicado de 46,8kg. Apresenta um corpo fusiforme, comprimido lateralmente, revestido por escamas de tipo ciclóide, pequenas e fortemente aderentes, excepto na cabeça. Exibem uma coloração prateada e salpicada de pontos pretos acima da linha lateral.

 

É uma espécie migradora anádroma, ou seja, vive no mar até atingir o estado adulto e sobe os rios para se reproduzir. A desova ocorre no Outono e no início do Inverno, em rios de águas límpidas, frias e bem oxigenadas. Durante esta migração, machos e fêmeas sofrem profundas alterações morfológicas, anatómicas e fisiológicas.

 

Neste período os adultos perdem os tons prateados e deixam de se alimentar. Os machos passam a ostentam uma coloração mais atraente em tons de verde e vermelho e exibem a típica boca em forma de gancho – útil nas lutas com rivais. Perdem os dentes de alimentação, e crescem novos dentes chamados dentes de reprodução.

 

Nos locais de desova, em rios com cerca de 1m de profundidade, as fêmeas constroem ninhos que podem ter até 2 metros de diâmetro. Tem início o ritual de acasalamento que culmina com a desova e cobertura da postura com areia. A maioria dos adultos morre após a desova e os que sobrevivem retornam ao mar podendo reproduzir-se de novo após 1 a 2 anos. Alguns indivíduos, raros, poderão reproduzir-se até 4 vezes ao longo da sua vida, sempre no mesmo rio onde nasceram.

 

Os ovos fecundados podem incubar durante 3 a 6 meses, dependendo da temperatura da água. Após a eclosão, as larvas e juvenis de salmão permanecerão em águas doces entre num período que pode chegar a 6 anos. Á medida que crescem, deslocam-se para áreas onde o alimento seja abundante, fazendo parte da sua dieta insectos aquáticos, moluscos, crustáceos e peixes.

 

Com 1 ano de idade perdem a coloração pardacenta e passam a exibir um azul-metálico e manchas nos flancos. Ao iniciar-se a maturação sexual, perdem aquelas manchas e ganham brilhos prateados. Deslocam-se então para o mar, onde permanecem durante 2 a 3 anos, alimentando-se de lulas, camarões, peixes, entre outros. Voltarão a subir os rios onde nasceram e cresceram, para completar o seu ciclo de vida.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha

Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora

Revisão

João Pimenta Lopes

Biólogo Coordenador do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Webgrafia consultada 

  1. http://www.fishbase.org/Summary/speciesSummary.php?ID=236&genusname=Salmo&speciesname=salar&AT=salmo+salar&lang=Portuguese 29-10-2010
  2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1571185/ 29-10-2010

Bibliografia consultada

  1. Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.
  2. Janitzki, A. O Grande Livro dos Peixes. Os Peixes mais apreciados na Pesca Desportiva.  VEMAG Verlags. Colónia. Alemanha. 128p.
  3. Vários, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000 – Vol. II - Valores Naturais -
  4. Peças escritas - Fichas de caracterização ecológica e de gestão: Habitats Naturais e
  5. Espécies da Flora e da Fauna. ICN; Vários, 2008. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Assírio & Alvim/ICN, 659p.
  6. Weber, M.; Ferreira, A.; Santos, A. 2007. Descobrir o Rio e as Albufeiras. Edições Afrontamento. 210p.

Fotografia

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Salmo_salar-Atlantic_Salmon-Atlanterhavsparken_Norway.JPG

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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Animal do mês Outubro do PBSL

Muflão

(Ovis ammon)

 

 

É um “carneiro selvagem” e considerado o maior ovino conhecido.

 

Apresenta uma pelagem em tons de castanho-avermelhado que vai escurecendo consoante a idade do animal, e uma lista preta lateral. De cada lado do dorso tem uma mancha branca. Os machos apresentam cornos recurvados e podem atingir os 1,20m de tamanho. Sendo herbívoro, a sua dieta alimentar é composta por plantas herbáceas e frutos silvestres. É uma espécie poligâmica em que o macho dominante pode acasalar com diversas fêmeas, constituindo assim um harém. Reproduzem-se geralmente entre Setembro e Novembro, em que os machos lutam entre si pelas fêmeas. A caça ao muflão é bastante apreciada devido ao seu respeitável troféu.

 

Visite as fotografias expostas no Centro de Informação do Parque, são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã. De realçar que existem neste Parque 5 espécimes, um macho, duas fêmeas e duas crias que já nasceram aqui no Parque.

 

Conteúdo desenvolvido por:


QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã

3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527

Visite-nos em:
www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt

Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.

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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Cabra Preta de Montesinho

 

Nome Comum: Cabra Preta de Montesinho

 

Nome Científico: Capra aegagrus

 

Descrição da Raça:

Aspecto geral: São animais de estatura mediana, fenotipicamente homogéneos, de cor preta a castanha muito escura, com pêlos curtos, lisos e muitas vezes brilhantes.

Cabeça: Média, comprida, de perfil rectilíneo, focinho fino, boca pequena e lábios finos; orelhas compridas semipendentes, cornos pequenos dirigidos para trás, com hastes paralelas ou ligeiramente divergentes. Bastantes exemplares inermes. Barba predominante nos machos.

Tronco: Pescoço comprido, mal musculado, bordos rectilíneos com ou sem brincos; linha dorso lombar quase direita; garupa descaída; cauda curta; tronco ligeiramente arqueado, úbere bem desenvolvido de mamas cónicas, com tetos grandes.

Membros: finos, resistentes, com unhas pequenas e rijas.

 

 

Sistemas de produção:

Animais de grande porte e boa capacidade leiteira criados em número muito reduzido perto da habitação.

Animais de menor corpulência, criados em rebanhos, por vezes comunitários, que em pastoreio de percurso obtêm alimento nas zonas mais elevadas e pobres.

Pequenos núcleos integrados em rebanhos de ovinos essencialmente pela sua capacidade leiteira.

 

 

Morada:

Trás-os-Montes, nomeadamente nos concelhos de Vinhais e Bragança.

 

Curiosidades:

Quanto ao nível de ameaça de extinção, esta raça está classificada como rara, uma vez que o seu efectivo é muito reduzido, existindo apenas poucas centenas de animais, em 10 criadores da raça.

O seu reconhecimento como raça nacional e a criação do registo zootécnico só foi instituído em 2010, tendo sido o Parque Biológico de Vinhais o primeiro criador a aderir ao registo.

 

Bibliografia:

Regulamento do Registo Zootécnico da Raça Caprina Preta de Montesinho.

 

Conteúdo desenvolvido por:

www.parquebiologicodevinhais.com

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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

B.I da Lampreia-marinha

 

Figura 1Lampreia-marinha adulta, apresentando a típica coloração amarelada associada ao meio dulciaquícola. a) Modo de fixação da lampreia-marinha a superfícies, como uma pedra. b) Detalhe do disco oral onde é possível observar as séries radiais de dentes. Fotografias de Breck P. Kent.

 

Nome comum: Lampreia-marinha, Lampreia

 

Nome científico: Petromyzon marinus (Linnaeus, 1758)

 

Hábitos e Habitat: A Família Petromyzontidae possui 34 espécies diferentes de lampreias, incluindo a Lampreia-marinha - Petromyzon marinus (Linnaeus, 1758).  

 

As lampreias são espécies muito antigas, pois a descoberta do fóssil mais antigo de uma espécie de lampreia por Robert Gess, data de há 360 milhões de anos atrás. As lampreias actuais, como a lampreia-marinha, ainda são muito semelhantes à desse fóssil, o que torna estes animais autênticos fósseis vivos.

 

As lampreias são seres vivos muito especiais, com características bastante diferentes dos restantes peixes. De facto, são tão diferentes, que nem são consideradas verdadeiros peixes por vários cientistas e investigadores a nível mundial. Algumas dessas características são: 1) não possuem mandíbulas; 2) não possuem barbatanas pares, somente ímpares; 3) não possuem escamas; 4) o seu esqueleto é formado por cartilagem; 5) apresentam 7 orifícios branquiais de cada lado do corpo, em vez da câmara branquial comum nos peixes ósseos.

 

As lampreias podem ocorrer no meio marinho – oceano - e no meio dulciaquícola – rios, ribeiras, riachos, entre outros. A lampreia-marinha ocorre no Atlântico Nordeste, incluindo a Noruega e

Mar de Barents até ao Norte de África; no Mediterrâneo Ocidental (Oeste); e Atlântico Oeste desde o Labrador até à Flórida e costa do Golfo do México. Em Portugal ocorre em todas as principais bacias hidrográficas, sendo mais abundante a norte da bacia hidrográfica do Rio Sado.

 

A lampreia-marinha é um migrador que vive no mar, e depende do livre acesso aos rios para se reproduzir – designa-se por isso de migrador anádromo. No Inverno - a partir do mês de Dezembro - as lampreias-marinhas ainda de coloração azulada e prateada, deixam as profundezas do mar e começam a entrar nos estuários durante a noite. Machos e fêmeas preparam-se e adaptam-se para a marcha nocturna de subir os rios, deixando inclusivamente, de se alimentar. Sobem os rios a uma velocidade de cerca de 1,5 km/h até chegarem ao local do rio que procuravam, o melhor para construírem um ninho – locais de água corrente pouco profundos, com pedras, cascalho e areia. Chegados ao local desejado, já possuem uma coloração amarelada, e começam de imediato a mover e empilhar pedras, a revolver o areão, e a escavar a areia ondulando o corpo, até o ninho ficar com uma forma oval. Após a construção do ninho, macho e fêmea entrelaçam-se, fixos a uma pedra. A fêmea liberta cerca de 60,000 pequenos ovos, com cerca de 1mm de diâmetro, que são fecundados pelo macho. O casal morre após a postura.

 

Após 2 a 4 semanas, dependendo da temperatura da água – em Portugal, decorridos 10 a 20 dias - os ovos eclodem e deles saem pequenas larvas de lampreia, chamadas amocetes. Cegos, pequenos e frágeis, os amocetes enterram-se nos locais do rio onde o substrato é constituído por areia. Ficam assim enterrados nos sedimentos dos rios durante 3 a 7 anos – em Portugal, 4 a 5 anos – alimentando-se por filtração de partículas, detritos e microalgas em suspensão na água. Quando os amocetes chegam ao comprimento de 15-20 cm, ocorre a metamorfose, e tem início a migração alimentar para o mar, procurando condições de substrato e alimento que lhes sejam favoráveis. Com a metamorfose, as jovens lampreias apresentam um disco oral, munido de numerosos dentes, formando 23 séries radiais, desde o centro até ao bordo. Esse mesmo bordo do disco oral é franjado, apresentando numerosas vilosidades para melhor aderência a superfícies. Estão assim preparadas para deixar de se alimentar por filtração, tornando-se parasitas de peixes, alimentando-se de sangue e tecidos dos hospedeiros, segregando um anticoagulante.

 

O período de vida marinha terá a duração de 2 a 3 anos, após o qual, as lampreias-marinhas adultas procurarão os rios para desovar, e completar o seu ciclo de vida.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt

 

Bibliografia consultada

 

Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.

 

Weber, M.; Ferreira, A.; Santos, A. 2007. Descobrir o Rio e as Albufeiras. Edições Afrontamento. 210p.

 

Rogado, L. Peixes do Parque Natural do Vale do Guadiana. ICN. Parque Natural do Vale do Guadiana. 127p.

 

Webgrafia

http://www.icnb.pt/propfinal/_Vol.%20II-Valores%20Naturais/Fichas%20de%20caracteriza%C3%A7%C3%A3o%20ecol%C3%B3gica%20e%20de%20gest%C3%A3o/Fauna/Peixes/Petromizon%20marinus.pdf

 

http://www.fluviatilis.com/dgf/species.cfm?codspecies=pmar

 

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/16781/0

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lampreia

 

http://www.scienceinafrica.co.za/2007/february/lamprey.htm

 

http://www.fluviariomora.pt/exposicao/exposicao_temporaria/migradores-anadromos-de-portugal

 

http://books.google.pt/books?id=fVZHbQ7eJLQC&pg=PA63&lpg=PA63&dq=petromyzontidae+34+species&source=bl&ots=B0HzRdQHtE&sig=hg7GrPynPB1TLdsyLQRVNOYgqNo&hl=pt-PT&ei=q9SgTPvpDcaR4ga62fCXDQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CCkQ6AEwAg#v=onepage&q=petromyzontidae%2034%20species&f=false

 

Fotografias

http://www.arkive.org/sea-lamprey/petromyzon-marinus/image-A5112.html

http://www.arkive.org/sea-lamprey/petromyzon-marinus/image-A5123.html

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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

APATURA - PEQUENA

 

Nome comum:

Apatura-pequena

 

Nome científico:

Apatura ilia Dennis & Schiffermüller, 1775

 

Morada:

É uma borboleta que só existe em certas partes do Norte de Portugal.

Por exemplo, a população que se observa no Parque Biológico de Gaia vê-se duas vezes no ano, isso porque tem 2 gerações.

A primeira aparece em Junho. A segunda em Agosto. Será certamente uma companheira de eleição nos passeios pelas frescas e agradáveis veredas do Parque.

 

Género:

O macho mostra um reflexo azul-púrpura. As asas são cortadas por uma faixa branca que lhe dá um certo contraste.

A fêmea não possui o reflexo azul, sendo acastanhada.

A face inferior das asas imita na perfeição as folhas secas, o que permite às borboletas passarem despercebidas quando pousadas nas árvores.

 

Filiação e nascimento:

Esta borboleta pertence à família dos Ninfalídeos.

A fêmea de apatura-pequena põe os ovos em choupos e olmos, fazendo-o de forma dispersa para evitar os predadores. As lagartas eclodem e começam logo a comer, desenvolvendo-se no início do Verão (se forem da primeira geração). Como os dias são grandes e o tempo vai de feição, os adultos voltam ao seu espaço aéreo após umas semanas como crisálida, escondida entre as verdejantes ramagens, com as quais se mimetizam. Voltam a ocorrer acasalamentos, postura de ovos e as jovens lagartas vão comendo a matéria vegetal até aos primeiros dias de frio, altura em que entram em diapausa. Para se abrigarem da geada concentram-se nas junções dos ramos, onde o vento é de menor intensidade. Em finais de Março ou nos primeiros dias de Abril, quando as árvores se vestem de folhas tenras, as lagartas retomam as refeições, comendo avidamente. Para crisalidarem em Maio e voltarem a dar adultos no final deste mês.

 

Idade:

Duas gerações por ano.

No Parque Natural do Alvão, no Gerês ou em Montesinho uma só geração/ano.

Esta borboleta mede cerca de 7 centímetros.

 

Curiosidades:

De acordo com o levantamento feito pelos especialistas, a apatura-pequena encontra-se sujeita a um grau de ameaça considerável, especialmente nas terras baixas, onde a pressão humana é maior.

Estas borboletas possuem um voo rapidíssimo e são muito difíceis de apanhar, mesmo para as aves mais rápidas.

O Parque Biológico de Gaia constitui o primeiro local de Portugal onde foram observadas duas gerações anuais de apatura-pequena. Biólogos do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal estiveram no Parque e ficaram maravilhados com este invulgar acontecimento.

Se quiser ver este magnífico e raro insecto deve deslocar-se ao Parque em determinadas alturas do ano e estar atento ao voo do bicho junto a carvalhos-velhos ou no bosque ribeirinho. Se as árvores exsudarem seiva, poderá ter a sorte de ver uma apatura-pequena a libar. Aproxime-se apenas até uma certa distância, o máximo a 3 ou 4 metros, para não a assustar. Se tiver uma câmara fotográfica tire algumas fotos e mostre-as aos seus familiares e amigos.

 

Bibliografia:

«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.

http://www.tagis.org

 

Conteúdo Desenvolvido por:

 
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt
 

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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

B.I. da Enguia-europeia

 

Figura 1Ciclo de vida da enguia-europeia. Adaptado de (Colares-Pereira et al. 2007).

 

Nome comum: Enguia, Enguia-europeia, Meixão, Enguia de vidro, Enguia prateada, Enguia azulada, Enguia amarela.

 

Nome científico: Anguilla anguilla (Linnaeus, 1758)

 

Hábitos e Habitat: A enguia-europeia pertence à Família Anguillidae, da qual também fazem parte outras 15 espécies diferentes. Esta espécie ocorre nas bacias hidrográficas que desaguam no oceano Atlântico, e possui um dos ciclos de vida mais misteriosos e fascinantes do Reino Animal. A enguia-europeia é um peixe migrador que depende do oceano para se reproduzir, e das correntes oceânicas favoráveis que permitem o transporte das suas larvas até aos estuários. Após a chegada aos estuários, é essencial que os rios sejam de livre acesso às pequenas enguias, pois deles dependem para crescer e completar a sua metamorfose.

 

As enguias adultas – também chamadas de fase prateada - com capacidade para se reproduzir partem da costa da Europa e deixam de se alimentar, percorrendo cerca de 5000 Km até ao Mar dos Sargaços, perto das Bahamas. Aí acasalam e desovam, a cerca de 300 m de profundidade e com a água a 20ºC. As pequenas larvas de enguia-europeia – leptocéfalos – são surpreendentemente pequenas, medindo apenas 3 mm de comprimento. Mas são essas pequenas larvas translúcidas, que saem do seu berço no Mar dos Sargaços, e viajam todo o caminho de regresso à costa marítima da Europa. A viagem levará cerca de 3 anos a ser concluída. Ao chegarem à costa marítima, as pequenas larvas transformam-se nas enguias de vidro – metamorfose - e medem aproximadamente 5 cm. Ao entrarem nos estuários/foz ficam mais pigmentadas e ganham o nome de meixão ou angula. A pigmentação das jovens enguias aumenta à medida que crescem e sobem os rios. Quando atingem cerca de 20 cm de comprimento ficam com o dorso esverdeado e o ventre amarelo – fase amarela – e passam por isso a chamar-se de enguias amarelas. As enguias irão permanecer nos rios até ficarem prateadas – fase prateada – que demora cerca de 6 a 12 anos (29 – 40 cm) a atingir para os machos, e 9 a 20 anos (38 – 130 cm) para as fêmeas. Quando o Outono começa, as enguias que estão na fase prateada iniciam a descida do rio em direcção ao estuário, nadando 15 a 40 km por dia. Esta descida para o estuário pode levar até 4 meses, dependendo do ciclo da Lua, do caudal e da temperatura da água (cerca 9ºC). Chegadas às zonas costeiras, iniciarão a migração para o Mar dos Sargaços, tal como os seus progenitores anos antes tinham feito.

 

Nos rios, o habitat de eleição desta espécie é de águas bem oxigenadas, com fundos de areia ou lodo, e com densa vegetação submersa. De facto, as enguias são animais de hábitos tímidos, que durante o dia procuram refúgio entre as pedras submersas, raízes de árvores e troncos submersos, ou até mesmo enterrando-se na areia. Á chegada do crepúsculo, aventuram-se então a deixar os locais de refúgio, e tornam-se mais activas. Quando anoitece e há bastante humidade no ar, a enguia-europeia pode ser observada fora de água, procurando cursos de água próximos em busca de alimento. É uma espécie omnívora e pode alimentar-se de algas, crustáceos, larvas de insectos, anelídeos e de peixes.

A nível global, a enguia-europeia é uma espécie que se encontra Criticamente em Perigo – CR -  por diversas causas, entre elas a salientar a sobrepesca de enguias de vidro e meixão – Portugal, Espanha, França e Reino Unido - com elevado valor comercial, quer para venda a restaurantes ou para venda a aquaculturas de engorda de enguia do norte da Europa. A poluição aquática – principalmente por PCB’s - e a infestação pelo parasita Anguillicola crassus, são outros factores responsáveis pelo declínio acentuado desta espécie, sobre a qual ainda há tanto a conhecer.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Bibliografia consultada

 

Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.

 

Colares-Pereira, M.J.; Filipe, A. F. ; da Costa, L. M. 2007. Os Peixes do Guadiana, que Futuro? Guia de Peixes do Guadiana Portuvguês. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.

 

Fotografias - Figura 1:

 

a) http://www.frs-scotland.gov.uk/Delivery/standalone.aspx?contentid=791 

 

b) http://www.haydenharnett.com/uploaded_images/eel-eggs-756892.jpg

 

c) http://www.deepseaimages.com/dsilibrary/showphoto.php?photo=20161&cat=all&limit=all

 

d) http://wb7.itrademarket.com/pdimage/55/740255_dsc059252231132302.jpg 

 

e) http://lazy-lizard-tales.blogspot.com/2009/03/freshwater-eels-anguillidae.html

 

f) http://www.nimfea.hu/english/news/european_eel.jpg

 

Webgrafia consulatada

 

http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/CB478D55-FC7C-4EE2-AEFC-84B423307566/3094/LVVP_Peixes_Anguillaanguilla.pdf

 

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/60344/0

 

http://en.wikipedia.org/wiki/European_eel

 

http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8273000/8273877.stm

 

http://www.nature.com/nature/journal/v409/n6823/abs/4091037a0.html

 

http://www.nature.com/hdy/journal/v103/n1/full/hdy200951a.html

 

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1507056&seccao=Biosfera

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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

B.I. do Esturjão

Figura 1 Juvenil de Esturjão-do-Atlântico no Fluviário de Mora. Fotografia de Paulo de Oliveira.

 

Nome comum: Esturjão, Solho, Esturjão-do-Atlântico, Esturjão-comum, Esturjão-europeu, Esturjão-do-Báltico.

 

Nome científico: Acipenser sturio (Linnaeus, 1758).

 

Hábitos e habitat: O esturjão pertence a uma das mais antigas famílias de peixes ósseos – a Família Acipenseridae – com cerca de 200 milhões de anos de existência, e representada actualmente por mais de 20 espécies diferentes. O esturjão não possui escamas a revestir-lhe o corpo, mas sim 5 fiadas de placas ósseas: uma no dorso, duas laterais e duas ventrais. É um predador bentónico, e procura alimento próximo do substrato com a ajuda táctil dos 4 barbilhos que possuem no focinho afilado. Pode apresentar várias colorações em tons de cinzento e castanho no dorso, e amarelado no ventre, mas em geral escurecem com a idade.

 

Este peixe é um migrador anádromo - durante o seu ciclo de vida vive no meio marinho – oceano e zonas costeiras – e vai reproduzir-se no meio dulciaquícola – rios. Esta espécie ocorre nas zonas costeiras da Europa até à costa da América-do-Norte. No passado, subia os principais rios europeus para desovar, mas actualmente é muito raro. O último exemplar de esturjão capturado em Portugal, foi durante a década de 80 no rio Guadiana, e por isso esta espécie tem o estatuto de conservação nacional RE – Regionalmente Extinto. O estatuto de conservação Global CR – Criticamente em Perigo – reflecte a sua distribuição geográfica, que está praticamente restrita ao Golfo da Biscaia, onde ainda sobe o rio Dordogne – no Sudoeste de França – para se reproduzir.

 

Com a chegada da Primavera, o esturjão inicia a sua migração para montante dos rios, deixando as zonas costeiras, e começando a subir os rios durante a noite. Durante a migração, os esturjões não se alimentam, e no entanto nadam a uma velocidade que pode atingir os 6 km/h, vencendo correntes de até 2,2 m/s, sendo capazes de saltar pequenos obstáculos, e podendo chegar a percorrer distâncias de 1000 km. Os machos, a partir dos 7 a 9 anos de idade, antecedem as fêmeas nesta migração, pois elas só chegam algumas semanas mais tarde. Só as fêmeas a partir dos 8 a 15 anos de idade, tomam parte nesta migração. A desova ocorre entre os 2 a 10 m de profundidade em águas límpidas, bem oxigenadas, onde a corrente á moderada e  a temperatura da água pode estar entre os 8ºC e os 22ºC, e o substrato é pedregoso – com cascalho, pedras e rochas. Após a chegada de machos e fêmeas ao local de desova, as fêmeas realizam a postura de ovos muito pequenos, negros e que aderem ao substrato. Vários machos nadam por cima das fêmeas e suas posturas, fecundando os ovos e protegendo-os do ataque de predadores. Após a desova, os adultos regressam ao mar, e os machos voltarão a subir o rio no ano seguinte, mas as fêmeas só estarão recuperadas para voltar a subir o rio, decorridos 2 a 5 anos desde a última postura. Os ovos do esturjão, eclodem passados 3 a 7 dias, e as pequenas larvas permanecem na mesma zona onde nasceram durante os primeiros 6 meses de vida, alimentando-se de plâncton e larvas de insectos. Alguns destes jovens esturjões só migram para o mar quando atingem os 3 anos de idade, mas outros, decorridos os 6 meses de idade migram para os estuários procurando alimentos como poliquetas, molucos e crustáceos, até aos 60 m de profundidade. Já os adultos exploram o mar a maiores profundidades, até aos cerca de 200 m.

 

O esturjão, também chamado o “Fóssil Vivo”, pode alcançar uma longevidade de mais de 60 anos, chegando em média aos 40 anos de idade. A sobrevivência desta espécie está ameaçada por alguns factores relacionados com a actividade humana, como a poluição aquática, a construção de barragens sem rotas alternativas para peixes migradores, e a alteração do regime de caudais dos rios. A carne dos peixes desta família, e os seus ovos – a partir dos quais se produz o caviar – são extremamente apreciados e valiosos.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Webgrafia consultada

 

http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/FAUNA/PEIXES/Acipenser%20sturio.pdf

http://en.wikipedia.org/wiki/Sturgeon

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/230/0

 

Bibliografia consultada

 

Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.

 

Bruno, S.; Maugeri, S. 1995. Peces de Agua Dulce de Europa. Ediciones Omega, S. A. Barcelona. 209p.

 

Colares-Pereira, M.J.; Filipe, A. F. ; da Costa, L. M. 2007. Os Peixes do Guadiana, que Futuro? Guia de Peixes do Guadiana Portuvguês. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.

 

Rogado, L. Peixes do Parque Natural do Vale do Guadiana. ICN. Parque Natural do Vale do Guadiana. 127p.

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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

Cágado-de-carapaça-estriada

 

Nome comum:

Cágado-de-carapaça-estriada

 

Nome científico:

Emys orbicularis (Linnaeus, 1758)

 

Morada:

É uma espécie de réptil residente e autóctone.

Em Portugal tem uma distribuição fragmentada.

Na maioria dos casos as observações referem espécimes isolados ou pequenas populações.

Observaram-se também algumas populações dispersas. É o caso da Reserva Natural Local do Paul da Tornada (Caldas da Rainha), nas Lagoas do Prado (Vila Verde) e na zona de Figueira de Castelo Rodrigo.

A nível mundial, o cágado-de-carapaça-estriada ocupa uma grande área de distribuição, desde o Noroeste de África, de Marrocos à Tunísia, o Centro e Sul da Europa, da Península Ibérica à região do Mar Cáspio, e a região ocidental da Ásia, do Noroeste de Irão e Iraque ao Norte da Síria.

Não se encontraram em Portugal destes cágados acima dos mil metros de altitude.

 

Género:

Os machos tendem a ser mais pequenos e o seu plastrão (ventre) costuma ser côncavo, o que faz todo o sentido para facilitar o acasalamento. As caudas dos machos costumam ser mais compridas e grossas.

 

Comportamento:

Gostam de se aquecer ao sol nas margens. Porém, quando são surpreendidos atiram-se rapidamente à água, onde se refugiam.

Estes cágados encontram-se activos praticamente durante todo o ano, a partir dos 14º C, podendo hibernar nas zonas frias. Podem também adoptar períodos de estivação nas regiões mais quentes.

 

Alimentação:

Nutre-se de invertebrados como caracóis, coleópteros, dípteros, aracnídeos, incluindo na ementa insectos com fases larvares aquáticas.

 

Filiação e nascimento:

Pertence à família Emydidae.

A maturidade sexual dos machos é atingida entre os 8 e os15 anos; nas fêmeas entre os 10 e os 18 anos.

Acasalam por altura de Abril/Maio, geralmente na água. As fêmeas põem de 5 a 12 ovos, num pequeno buraco escavado, que depois cobre de terra, frequentemente afastado da água. A postura eclode ao fim de dois a três meses de incubação.

 

Habitat:

Margens de ribeiros e lagos, de águas calmas, ou seja, habitats de água doce ou de baixa salinidade, de águas paradas ou de corrente lenta, permanentes ou temporários, tais como charcos, albufeiras, represas, rios e ribeiras.

A bibliografia diz que o cágado-de-carapaça-estriada prefere locais com uma boa cobertura de vegetação aquática mas pequena cobertura da vegetação das margens.

A drenagem e aterro de zonas húmidas para aproveitamento agrícola, florestal e/ ou urbanístico, leva ao desaparecimento e fragmentação dos habitats desta espécie, associada particularmente aos charcos temporários.

 

Comprimento:

Tamanho máximo de cerca de 15 cm.

 

Curiosidades:

Em Portugal há só duas espécies de cágado e o que preenche este tema — cágado-de-carapaça-estriada — é o mais raro. O outro, mais habitual, chama-se Mauremys leprosa e tem por nome vulgar cágado-mediterrânico.

A esperança de vida do cágado-de-carapaça-estriada é de 40 a 60 anos.

Esta espécie é particularmente frágil. Uma tardia maturidade sexual das fêmeas associada a baixas taxas de fecundidade e a uma mortalidade infantil elevada implicam uma taxa de crescimento populacional muito baixa e uma reduzida capacidade de recuperação de impactos negativos.

Não admira que se considere estarem as suas populações em regressão em grande parte da sua área de distribuição.

 

Bibliografia:

«Plano Sectorial da Rede Natura 2000», Janeiro 2006, Fauna: anfíbios e répteis.

 

Conteúdo Desenvolvido por:
 
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010

B.I. do Caboz-de-água-doce

 

Nome comum: Caboz-de-água-doce, Marachomba-de-água-doce, Blénio-de-água-doce.

 

Nome científico: Salaria fluviatilis (Asso, 1801)

 

Hábitos e Habitat: O caboz-de-água-doce é uma das espécies dulciaquícolas de uma grande família – Blenniidae - composta maioritariamente por espécies marinhas. Esta espécie prefere cursos de água doce bem oxigenados, de regime lêntico ou lótico, com substrato pedregoso, com cascalho e areão. O modo de vida desta espécie bentónica está intimamente associado ao substrato, pois é nas rochas, cascalho e areão que realizam as suas posturas. Entre Abril e Julho, o macho torna-se ainda mais territorial, e desenvolve uma crista cefálica proeminente. De seguida, procede à escolha de um local adequado para as posturas de várias fêmeas – 300 a 800 ovos por fêmea - como uma pedra ou uma cavidade no substrato, e começa a cortejar as fêmeas. Após as posturas por parte das fêmeas, é o macho que fecunda os ovos, vigia o ninho, que o limpa, defende e cuida dos ovos, podendo mesmo deixar de se alimentar até os ovos eclodirem passados cerca de 15 dias. As pequenas larvas de caboz-de-água-doce continuam a beneficiar da protecção indirecta do macho, enquanto estiverem no seu território. As larvas e juvenis desta espécie são carnívoras e possuem hábitos gregários, procurando refúgio e larvas de insectos e crustáceos, em aglomerados de algas dulciaquícolas como as Chara sp. e Nitella sp. Os adultos são mais solitários e de comportamento vívido, alimentando-se de insectos e suas larvas, pequenos crustáceos e alevins de peixes. O caboz-de-água-doce possui uma longevidade de cerca de 4 anos, e a sua sobrevivência encontra-se ameaçada pela destruição do habitat natural, poluição e regulação dos sistemas hídricos.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Webgrafia consultada

http://www.educared.net/concurso2008/1276/fauna_archivos/pezfraile.htm

http://www.aquabase.org/fish/view.php3?id=958

http://www.mediterranea.org/cae/divulgac/peces/fraile.htm

http://www.fluviatilis.com/dgf/species.cfm?codspecies=sflu

http://www.fishbase.org/Summary/speciesSummary.php?ID=4877&genusname=Salaria&speciesname=fluviatilis&lang=Portuguese

 

 

Agradecemos ao Flúviário de Mora e à Dra. Ana Canas pelos textos que nos enviam todos os meses. Obrigado!

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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

OFERECEM-SE GATINHOS!

Olá,

 

Gostavas de adoptar um destes gatinhos? Então, contacta-me através do e-mail verdinho@natureza-brincalhona.pt ou do telefone 244 859 465.

 

 

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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

B.I. DAS LIBELINHAS

Figura 1 A Libelinha - imperador Anax imperator (Leach, 1815) – subordem Anisoptera - com a típica coloração verde das fêmeas jovens desta espécie. Fotografia de Tamara van Krieken.

 

Nome comum: Libelinhas, Libélulas, Cavalinhos-do-diabo, Cavalinhos-de-ferro, Helicópteros, Corta-água, Lavadeiras, Tira-olhos, Donzelinhas, Lepidópteros, Odonatos.

 

Classificação científica:  Ordem Odonata (Fabricius, 1793). A Ordem é um nível de classificação científica de seres vivos, que agrupa várias Famílias de Espécies com semelhanças morfológicas e funcionais.

 

Grau de parentesco: Todos os Odonata pertencem à classe dos Insectos – Insecta - do Filo Arthropoda – animais invertebrados, com o corpo segmentado, revestido por um exosqueleto de um derivado da glucose denominado por quitina, e com patas articuladas. Muito provavelmente, é a mais bem sucedida classe de organismos vivos do planeta Terra, com mais de 1 milhão de espécies descritas e talvez com cerca de 1 milhão de espécies por identificar e descrever. Os Odonata são mais de 5500 espécies diferentes com o corpo alongado e divido em três segmentos – tagmata – cabeça, tórax e abdómen. Possuem 3 pares de patas e, quando alados, 2 pares de asas. A palavra Odonata tem origem no grego Odontos, que significa dente, pois as libelinhas possuem fortes mandíbulas.

 

Nome de Família: Os Odonata apresentam 3 subordens; Anisoptera, Zygoptera e Anisozygoptera. A subordem Anisoptera inclui as libélulas – odontes com asas transparentes, que permanecem na mesma posição quer em vôo ou em repouso, e em que o par de asas dianteiro é mais estreito do que o par de asas traseiro. Os olhos das libélulas são multifacetados e encontram-se quase unidos (Figura 1).

 

A subordem Zygoptera inclui as donzelinhas – odontes que, geralmente, quando em repouso colocam as asas sob o dorso. As asas destes odontes, dianteiras e traseiras, possuem praticamente as mesmas dimensões. Os olhos das donzelinhas encontram-se bem separados (Figura 2).

 

A subordem Anisozygoptera inclui as libelinhas primitivas. Actualmente esta classificação sistemática foi reestruturada, unindo as Anisoptera e Anisozygoptera numa subordem só, designada por Epiprocta.

 

 

Figura 2 A Donzelinha-azul Calopteryx virgo (Linnaeus, 1758) – subordem Zygoptera - com a típica coloração azul dos machos desta espécie. Fotografia de Patrick Dubois

 

 

Nacionalidade: As Odonata – libelinhas - podem ser encontradas em todos os continentes, excepto na Antárctida. A maior diversidade de espécies de Odonata pode ser encontrada nos trópicos.     

 

 

 

Figura 5 A ninfa – ou naíde – de uma libelinha com as mandíbulas extensíveis bem visíveis. Fotografia de Michelle Mahood.

 

 

Arte: A Arte Nova – Art Nouveau – ficou para sempre associada às belas formas criadas por vários artistas, e inspiradas na natureza. Nas obras de René Lalique, mestre vidraceiro e joalheiro, as formas naturais e orgânicas estão bem presentes, carregadas de simbologia, e as libelinhas poderiam ter sido as suas musas inspiradoras.

 

 

Simbologia: A simbologia das libelinhas difere entre as culturas ocidentais e orientais, como pólo negativo e positivo. Sob a perspectiva ocidental assumiu conotações negativas, estando frequentemente associada ao Diabo. Na Noruega e em Portugal chamam-lhes “Tira-olhos”, e no País-de-Gales são as “Serviçais da víbora” estando associadas à serpente. Mas as ninfas suportam a memória da simbologia Celta, sendo espíritos da água doce, metade mulher e metade serpente ou peixe, como no conto popular Melusine, que habitam rios e nascentes sagradas. Os povos germânicos chamavam-lhes Nyx, e representavam-nas metade mulher e metade dragão, guardiãs do anel dos Nibelungos. A representação germânica faz jus ao nome das libelinhas em inglês – dragonfly – voo do dragão. No oriente, onde os dragões simbolizam forças de grande bem, também as libelinhas simbolizam a vitória nas batalhas, a coragem, a força e a felicidade. É comum por todo o mundo, associar as libelinhas a águas puras e à força renovadora da natureza.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Fluviário de Mora

Educação – Falas do Rio

Joaninha Duarte

Medrar na Ribeira Raia

 

Adaptado de:

A colecção BILHETES DE IDENTIDADE, de acordo com ideia original da Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães. 

 

O conceito dos BI’s dos Animais foi-me apresentado pela Mestre Joaninha Duarte, a quem agradeço muito, devo a amizade e com quem partilho muitos momentos felizes. 

                                                                                  Ana       

 

Bibliografia consultada:

 

Forey, Pamela; Forey, Peter. 1995. Vida animal nos rios e nos lagos. Pequenos Guias da Natureza. Plátano, Edições Técnicas. 1ª edição. Lisboa. 125p.

 

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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Lagarto-de-água

lagarto-de-água macho

Nome comum:

Lagarto-de-água

 

Nome científico:

Lacerta schreiberi  Bedriaga, 1878 

 

Morada:

Só existe, em todo o mundo, praticamente no noroeste da Península Ibérica.

Aparece da Primavera até início de Outono.

A partir de Março, os machos saem da letargia invernal e podemos vê-los a aquecerem-se ao sol.

Aparecem também nessa altura as crias, tendo as mais novas nascido no ano anterior. Mais tarde surgem as fêmeas.

Os adultos associam-se a zonas abundantes em pedras e matos densos; os jovens preferem habitats herbáceos, onde se refugiam com facilidade dos predadores.

 

Género:

Os machos são mais vistosos, com uma bela cabeça azul na Primavera, por vezes com cores muito saturadas, que também é mais imponente que a das fêmeas. No dorso ostentam uma mistura de pontos verdes e pretos, que nas fêmeas tomam forma de malhas, conforme se vê na fotografia do casal (fêmea à direita).

 

Comportamento:

No Parque Biológico de Gaia é possível normalmente vê-los relativamente perto, a partir de Março/Abril, normalmente junto de regatos onde a água borbulha e a vegetação típica atrai uma grande variedade de invertebrados e mimetiza os répteis de que estamos a falar.

Como estes e outros animais selvagens quase sempre nos vêem primeiro que nós a eles, há uma série de comportamentos que o ser humano ignora. Algo que ocorre invariavelmente é que, se vires algum, não deves fazer barulho, nem gestos bruscos, e evita aproximares-te, pois ele irá desaparecer no meio das plantas rapidamente.

 

lagarto-de-água casal

 

Alimentação:

Nutre-se basicamente de invertebrados como coleópteros, dípteros, aracnídeos, incluindo na ementa insectos com fases larvares aquáticas. À medida que a Primavera avança, varia sazonalmente a dieta, podendo incluir segundo a bibliografia alguns frutos silvestres.

 

Filiação e nascimento:

Pertence à família dos Lacertídeos.

Entre Maio e Julho, as fêmeas põem de seis a 17 ovos, eclodindo estes ao fim de dois a três meses de incubação.

 

Habitat:

Margens de ribeiros e lagos, revestidos de vegetação autóctone espontânea, mas pode aparecer também em jardins com uma vegetação que lhes proporcione alimento e abrigo.  

 

Comprimento:

Cerca de 20/30 cm.

 

Curiosidades:

Esta espécie é endémica da Península Ibérica. Isso quer dizer que as suas populações selvagens, típicas de habitats atlânticos, só existem nesta região.

Em Portugal, a longevidade máxima detectada é de oito anos.

A espécie encontra-se em regressão populacional, sobretudo pela perda de habitat e pela introdução de plantas exóticas infestantes, que prejudicam à biodiversidade.

  

lagarto-de-água juvenil

 

Bibliografia:

«Plano Sectorial da Rede Natura 2000», Janeiro 2006, Fauna: anfíbios e répteis.

 

Conteúdo Desenvolvido por:
 
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt

 

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

B.I. DO CISNE

 

 Figura 1  O cisne-mudo, Cygnus olor.

Fotografia in http://www.djsphotography.co.uk/BritishBirds/Swans.htm
 
Nome comum:Cisne, Cisne-mudo, Cisne-vulgar, Cisne-branco, Cisne-real, Patinho feio.
 
Nome científico:Cygnus olor (Gmelin, 1789)
 
Grau de parentesco: Os cisnes são aves que pertencem a uma mesma família, os Anatídeos, onde também se incluem os gansos e os patos, e possuem várias características em comum. O bico dos Anatídeos é de ponta arredondada e de perfil achatado. A plumagem desta família de aves, está preparada para ser impermeável à água. As asas com as pontas bem acentuadas e músculos fortes, permitem movimentos rápidos em voo. As patas, curtas e fortes, estão munidas de membranas interdigitais, uma mais valia enquanto procuram alimento na água.
 
Nome de Família: Todos os cisnes pertencem a uma subfamília conhecida por Cygninae. São aves voadoras grandes, pesadas, que apresentam um pescoço quase tão comprido quanto o resto do corpo, as patas apresentam coloração cinzento/negro, e possuem uma pequena zona entre os olhos e o bico que não tem penas. Algumas espécies de cisnes pertencentes aos Cygninae, são migradoras.
 
Porte:
 
 

Figura 2 Corte de uma casal de cisnes-mudos.

Fotografia in http://www.mikephoto.com/royal-mute-swans-in-ontario-the-mating-ritual/ 
 
Filiação e Nascimento: O cisne-mudo forma casais monogâmicos pelo menos durante uma estação, mas nem sempre esta é a regra. Após o ritual de corte, construção e cobertura do ninho com penas do casal, o par mantém-se fiel ao território de nidificação. A fêmea realiza uma postura de 5 a 12 ovos, que incubará durante cerca de 35 a 38 dias. O macho defende ciosamente o território e o ninho contra a aproximação de qualquer intruso, inclusivamente do Homem e da própria espécie. Após a incubação, os pintos de cisne-mudo (patinhos-feios) estão prontos a seguir os pais para a água, no máximo, ao fim de um dia. Só passados 60 dias, estarão prontos para o primeiro voo, e até lá, serão guardados pelos pais tanto no ninho, como enquanto se alimentam e nadam. Sentido uma ameaça eminente, é frequente observar os pintos a recolherem-se debaixo das asas dos pais ou a subir para o seu dorso.
 
Figura 3 Patinhos-feios” – ninhada de cisne-mudo.
Fotografia in http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mute_Swan_Cygnets_detail.jpg 
 
Os juvenis de cisne-mudo poderão ficar com os pais até à próxima época de reprodução, chegada a qual são expulsos pelos pais e encorajados a juntarem-se a bandos de cisnes ainda jovens, dando início à formação de laços com um par. Somente decorridos 3 anos terão capacidade de procriar.
 
Defesa e agressividade: O cisne-mudo deve alguma da sua reputação menos favorável, devido ao comportamento agressivo e territorial que demonstra, especialmente durante a época de reprodução. De facto, trata-se de um comportamento protector e de zelo pela sua ninhada. Com uma excelente visão e audição, é quase certo que o cisne-mudo detectará um intruso, por mais silencioso e cuidadoso que seja.
 
Figura 4 Cisne-mudo – Cygnus olor – em pose de investida contra intrusos.
Fotografia in http://www.natureconservationimaging.com/images/Mute-Swan-busking.jpg 
 
Idade:Podem viver cerca de 20 anos. Existem alguns registos de longevidades bastante elevadas para cisnes em cativeiro, cerca de 40 anos.
 
Certidão de óbito: Podem sofrer graves consequências da degradação e destruição do habitat natural. Alguns cisnes podem desenvolver várias doenças devido à má qualidade da água. Podem apresentar ferimentos resultantes tanto das actividades de caça como de pesca, especialmente devido a anzóis deitados fora no ambiente, como lixo, que engolem acidentalmente enquanto debicam a vegetação aquática.
 
Crenças:Na Grécia antiga, acreditava-se que o cisne era completamente mudo até à hora da sua morte, em que ao pressenti-la, cantaria o mais belo canto. O filósofo grego Sócrates, menciona que este canto seria de felicidade, pois a ave iria unir-se a Apolo, deus do canto e da poesia. O nome desta espécie, cisne-mudo, tem por base esta crença. De facto, os cisnes não são mudos ao longo da vida, e também não cantam ao pressentir a morte. As vocalizações desta espécie assemelham-se a arrulhos curtos, assobios abafados e sopros fortes.
  
Simbologia:Entre o Céu e a Terra, esta grande ave branca foi considerada um mensageiro dos deuses, um presságio de felicidade, e por isso nos céus existe uma constelação com o seu nome – a constelação de Cisne. No épico Edda, surgem as primeiras damas-cisne. Na heráldica, foi a cota de armas de grandes poetas e escritores, enquanto na fábula “O patinho feio” de Hans Christian Andersen, o cisne simboliza a transformação e evolução para melhor. A graciosidade do cisne foi também imortalizada no bailado “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky.
 
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Joaninha Duarte
Medrar na Ribeira Raia
 
Adaptado de:
A colecção BILHETES DE IDENTIDADE, de acordo com ideia original da Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães.
 
O conceito dos BI’s dos Animais foi-me apresentado pela Mestre Joaninha Duarte, a quem agradeço muito, devo a amizade e com quem partilho muitos momentos felizes.
                                                                                  Ana     
 
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

COMA

Nome comum:

Coma
 
Nome científico:
Polygonia c-album
 
Morada:
Existe em Portugal, mas só no Norte e Centro. Em cada ano há duas gerações: uma no fim do Inverno e outra no fim da Primavera, é habitual no percurso de descoberta da natureza do Parque Biológico de Gaia.
 
Género:
Não é fácil distinguir machos e fêmeas. Normalmente os machos gostam de guardar um território ao sol e tentam convencer qualquer fêmea que passe ali a acasalar.
 
Filiação e nascimento:
Esta borboleta pertence à família dos Ninfalídeos.
Todas as borboletas surgem na forma de um ovo esverdeado que é posto isoladamente pela fêmea em folhas e ramos de plantas que podem ser urtigas, olmos, abrunheiros ou aveleiras.
Desse ovo nasce a lagarta espinhosa, castanha com uma mancha clara.
Esta fase de larva é a da alimentação. Quando termina procura um sítio onde se sinta bem, imobiliza-se, e passa à fase seguinte, que é a de crisálida. Agora apresenta um casulo castanho com pintas escuras, onde passa por grandes transformações, até que eclode como insecto adulto: a borboleta.
Quando fecha as asas é mimética, confunde-se com o ambiente, em tons acastanhados, a fim de escapar aos predadores, tais como aves, pequenos répteis e outros insectos.
 
 Idade:
Aparece em duas gerações por ano. Na segunda geração evidencia tons mais claros. Tem uma envergadura de 4 a 5 centímetros.
 
Ameaças:
O desaparecimento das florestas autóctones prejudica a espécie, pois perdem as plantas hospedeiras para completarem o ciclo de vida.
 
Conservação:
Manter porções de urtigal mesmo em áreas de lavradio, e orlas de floresta. Evitar o coleccionismo; é preferível coleccionar fotografias das várias espécies.
 
Bibliografia:
«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.
http://www.tagis.org
 
Conteúdo Desenvolvido por:
 
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

AS FORMIGAS

Já deves ter visto muitas formigas. Eu já. Então, quando vou fazer piqueniques vejo tantas e aparecem tão depressa. Pois é, querem umas migalhas da minha comida.

 
Sabias que as formigas constroem as suas próprias casas?
É verdade, são os chamados formigueiros. Elas são muito engenhosas e constroem castelos debaixo da Terra, cheios de túneis e com muitas divisões. Têm uma divisão onde guardam os alimentos, outra onde as larvas são tratadas (os filhotes das formigas), outra para a rainha, e muitas outras.
 
Vivem várias formigas no mesmo formigueiro e dividem as tarefas. A rainha, a maior de todas as formigas, põe ovos. As restantes formigas (as fêmeas) procuram comida, limpam a casa, cuidam das crias e defendem o formigueiro dos inimigos. Elas são muito trabalhadoras e guerreiras ferozes.
 
Sabes o que fazem os machos?
Os machos apenas acasalam com a rainha e não vivem muito tempo. Um formigueiro pode ter apenas uma ou várias rainhas. E só estas podem ter filhotes.
 
A rainha nasce com asas, mas depois do acasalamento ela perde as asas e passa a vida a pôr ovos. Os ovos passam por várias mudanças até as formiguinhas nascerem (ovos, larvas e pupas).
 
Sabias que as formigas comunicam umas com as outras?
Um formigueiro tem o seu próprio cheiro, por isso, quando aparece um estranho as formigas reconhecem-no logo porque ele tem um cheiro diferente.
 
As antenas das formigas são muito importantes. As antenas ajudam-nas a encontrar comida e a reconhecer as outras formigas.
 
Quando uma formiga encontra comida ela deixa no caminho pegadas perfumadas. Depois, outras formigas vão usar esse caminho para, também elas, encontrarem comida.
 
As formigas são muito pequenas, mas muito fortes. Imagina tu que elas conseguem transportar mais de 20 vezes o seu peso.
 
Verdinho
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

B.I. DA SALAMANDRA

 

Figura 1 Salamandra-de-pintas-amarelas no Jardim das Virtudes, no Porto, por Albano Soares.
 
Nome comum:Salamandra, Salamandra-de-pintas-amarelas, Salamandra-de-fogo, Salamandra-comum, Salamandra-dourada, Saramandela, Saramantiga.
 
Nome científico:Salamandra salamandra (Linnaeus, 1758)
 
Grau de parentesco:As salamandras pertencem a uma grande e diversificada classe de animais, que são genericamente designados por anfíbios. Nela se incluem as rãs, os sapos, as salamandras, tritões e cecílias. Como todos os anfíbios, as salamandras possuem a pele lisa (sem escamas, penas ou pêlos) e húmida, húmida, e partilham o seu ciclo de vida entre dois meios de características distintas, o meio terrestre e o meio aquático. As salamandras, tal como os sapos, são anfíbios de hábitos mais terrestres do que aquáticos. Mas ao contrário das rãs e sapos, as salamandras possuem cauda e por isso, pertencem a uma ordem especialmente criada para anfíbios com cauda, os Caudata.
 
Nome de Família:A salamandra-de-pintas-amarelas pertence à família Salamandridae. As salamandras que pertencem a esta família geralmente possuem um contraste de cores vivas, o corpo é mais comprido do que a cauda, os membros são bem desenvolvidos e digitados (com dedos). 
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Joaninha Duarte
Medrar na Ribeira Raia
 
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

LUGRE

Nome comum:

Lugre
 
Nome científico:
Carduelis spinus
 
Morada:
Aparece em Portugal aos bandos no Inverno, vindo do Norte da Europa, onde passa a Primavera e o Verão, altura em que se reproduz.
 
Género:
Os machos são mais vistosos, com cores bem definidas entre a amarela e a preta. As fêmeas podem ser confundidas por observadores menos experientes com a milheirinha ou chamariz.
 
Comportamento:
Tem um voo ondulante. Esvoaça, pousa em campo aberto, levanta voo e pousa na vegetação. No Parque Biológico de Gaia é possível normalmente vê-los de relativamente perto a alimentarem-se nos comedouros de grão propositadamente disponibilizados para as aves selvagens.
Gostam especialmente dos Amieiros, árvore que, sem folhas neste período do ano, recebe dos Lugres um fartote de atenção enquanto se alimentam.
 
Filiação e nascimento:
Pertence à família dos Fringilídeos.
No Centro e Norte da Europa faz na Primavera um ninho de taça na parte superior das árvores. Põe entre 3 a 5 ovos de cor azul-clara com manchas avermelhadas. A incubação da postura dura entre 11 a 15 dias e o primeiro voo costuma ocorrer 15 dias mais tarde.
 
Habitat:
Bosques, sebes, jardins, charnecas.
 
Comprimento:
11/12 cm
 
Curiosidades:
Se tiver um alimentador de grão no seu jardim entre Dezembro e Fevereiro poderá observá-los. A interacção entre os vários elementos do bando proporciona horas de observação da natureza agradáveis.
 
Bibliografia:
«Guia de campo das aves de Portugal e da Europa», de John Gooders, da editora Temas e Debates.
 
Conteúdo Desenvolvido por:
 
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt

 

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

CORÇO

 

 

Nome comum:

Corço.
 
Nome científico:
Capreolus capreolus.
 
 Nome de família:
Cervídeo.
 
Grau de parentesco:
As populações de corços da Península Ibérica evidenciam diferenças de tamanho e peso em relação às do Norte e Centro da Europa. Geralmente são mais pequenas. Apenas os machos têm hastes que se começam a desenvolver pelos três meses de idade.
 
Nacionalidade:
Este cervídeo com maior distribuição na Europa, encontrando-se em países tão diferentes como a Noruega, Turquia, Inglaterra e Portugal. Ocupa a região Paleárctica do continente Euroasiático, com excepção das ilhas do Mediterrâneo e Irlanda. Está presente em quase todos os habitats naturais europeus, incluindo bosques de folhosas, coníferas, florestas mediterrâneas e campos agrícolas.
 
Morada:
Em Portugal, o corço distribui-se por serras situadas a norte do rio Douro e do Centro de Portugal. No Parque Biológico de Gaia (foto) há corços que os visitantes, se não forem barulhentos, conseguem ver. Como se reproduzem com alguma frequência, há um corço muito manso que deambula pelo Parque.
 
Habitats:
Aprecia sobretudo habitats do tipo "mosaico” cujas características apontam uma composição de áreas florestadas e áreas com estrato herbáceo ou arbustivo, alternadas com clareiras ou campos cultivados.
Apesar da preferência pelas manchas florestais em que encontra abrigo e alimento, o corço não perde a oportunidade de explorar igualmente o que a agricultura oferece. No caso, há fotógrafos de natureza que usam os pomares de cerejeiras para esperarem corços, que aparecem ao crepúsculo para comerem as que caem ao chão.
 
Comportamento:
Trata-se um herbívoro crepuscular, pelo que é mais fácil vê-lo ou ao alvorecer ou quando cai a noite. Animal discreto, tímido, usa a vegetação como cortinas que o fazem desaparecer.
 
Alimentação:
Nutre-se de uma grande variedade de plantas. Pode alimentar-se de centenas de espécies vegetais diferentes aproveitando os seus tecidos, inclusive os das raízes e das flores.
 
Biometria:
Comprimento - Cabeça-Corpo: 95 a 135 cm
Cauda - 2 a 4 cm;
Altura no garrote - 70 cm
Peso - 20 a 30 kg
Longevidade - 7 a 8 anos
Estatuto - Espécie protegida.
 
Conteúdo Desenvolvido por:
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt

 

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

B.I DO CAGÁDO- MEDITERRÂNICO

 

 

Figura 1 – Cágado-mediterrânico no Fluviário de Mora, por Paulo Juntas.
 
Nome comum: Cágado-mediterrânico, Cágado-do-mediterrâneo, Cágado, Cágado-de-pescoço-listrado.
 
Nome científico:Mauremys leprosa (Schweigger, 1812)
 
Nome de família:O cágado-mediterrânico é um réptil que pertence à família Emydidae, que engloba várias espécies de tartarugas que vivem em habitats terrestres, estuarinos, mas principalmente de água doce (dulciaquícolas). Muitas das espécies que pertencem a esta família são semi-aquáticas, e por isso, as suas patas possuem dedos bem delineados com garras - adapatação ao meio terrestre - mas também possuem membranas interdigitais mais ou menos desenvolvidas – adaptação ao meio aquático. Estudos recentes propõem uma alteração do nome de família de Emydidae para Geoemydidae.
 
Grau de parentesco:Todas as tartarugas possuem uma linhagem com mais de 200 milhões de anos, de acordo com os registos fósseis. Os antepassados mais antigos de que há registo são a Odontochelys – 220 milhões de anos - e a Proganochelys – com 210 milhões de anos, o que faz com que as tartarugas sejam mais antigas do que os crocodilos, cobras, lagartos, aves e mamíferos, pois as tartarugas surgiram na época dos primeiros dinossauros.
 

 

Figura 2 – a) Odontochelys por Arthur Weasley. b) Proganochelys por Claire Houck no American Museum of Natural History.

 
Porte:Raros são os cágados que não atingem cerca de 10cm de carapaça, sendo frequente medirem cerca de 18 - 25cm de carapaça. Existem, no entanto, registos de cágados de maiores dimensões, até cerca de 30cm de carapaça. Mas uma tartaruga verdadeiramente gigante viveu aproximadamente à 70 milhões de anos atrás, a Archelon.
 

 

Figura 3 Fóssil da Archelon por Frederic A. Lucas.

 
Nacionalidade:O cágado-mediterrânico apresenta uma distribuição geográfica pela Península Ibérica, alguns locais do Sul de França e Noroeste de África. Em Portugal, esta espécie apresenta uma distribuição praticamente contínua a Sul do rio Tejo, distribuindo-se ainda pelas zonas interiores do Norte e centro do país. Em geral, o cágado-mediterrânico apresenta uma distribuição geográfica distinta do cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), embora viva em simpatria com essa espécie na Península Ibérica e Norte de África.
 
Morada:Os cágados são répteis semi-aquáticos, perfeitamente adaptados a diferentes habitats e por isso, é possível encontrá-los em ribeiras de montanha de fundo rochoso, ribeiros e charcos temporários, cursos de água de fundo arenoso ou lodoso, lagoas e tanques, entre outros. Quando as condições são excepcionalmente favoráveis podem mesmo ser encontrados em habitats estuarinos. Admiravelmente, muitos cágados conseguem habitar cursos de água em que os níveis de poluição já são elevados.
 
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
 
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Joaninha Duarte
Medrar na Ribeira Raia
 
Adaptado de:
A colecção BILHETES DE IDENTIDADE, de acordo com ideia original da Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães.
 
O conceito dos BI’s dos Animais foi-me apresentado pela Mestre Joaninha Duarte, a quem agradeço muito, devo a amizade e com quem partilho muitos momentos felizes.
                                                                                  Ana     
 
Bibliografia consultada:
Mathews, L. H., Carrington, R., Boorer, M., Oates, J. F., Scott, P., Neves, C. M. L. B., Vasconcelos, M. S., Animais da Terra – dos Pólos ao Equador, Selecções do Reader’s Digest, 2ª edição, Lisboa, 1975, p. 427
 
Araújo. P. R., Conhecer…os cágados, Antunes & Almícar, ICN, 1997, p. 6
 
J. M. Pargana, O.S. Paulo, E. G. Crespo, Anfíbios e Répteis do Parque Natural da Serra de S. Mamede, Parque Natural de S. Mamede/ICN, 2ª edição, Portalegre, 1998, p. 101
 
Bateman, G., Animais de todo o Mundo – Répteis e Anfíbios, Círculo de Leitores, Lda, Equinox – Oxford Ltd., 1986, p. 146
 

 

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

B.I. DA LONTRA

Nome comum: Lontra, Lontrinha, Lontra-europeia, Lontra-de-rio, Lontra-da-eurásia, Lontra-euroasiática, Lontra-de-rio-euroasiática.
 
Nome científico:Lutra lutra (Linnaeus, 1758)
 
Nome de família:As lontras pertencem a uma linhagem de pequenos carnívoros conhecidos pelo nome de família Mustelídeos. Pertencem a esta família as espécies de lontras, doninhas, furões, toirões, fuinhas, martas, arminhos e visons, entre outros. Apesar de diferentes entre si, estes animais possuem traços em comum: corpos de forma cilíndrica, esguios, cabeça pequena com um focinho afilado e orelhas pequenas, membros curtos e uma cauda longa.
 
Grau de parentesco:As 13 espécies de lontras são mais chegadas entre si do que com qualquer doninha, furão ou toirão. Por isso, todas as lontras possuem um nome em jeito de apelido, que as distingue dos restantes mustelídeos, pois formam o núcleo familiar Lutrinae (subfamília Lutrinae). Os Lutrinae, todas as lontras, são animais semi-aquáticos, e como tal estão bem adaptados tanto ao meio terrestre como ao meio aquático. Para tal, desenvolveram algumas adaptações que lhes permitem estarem mais confortáveis dentro de água do que a maioria dos mamíferos.
 
Porte e percepção sensorial:Graças a um conjunto de características muito especiais, a lontra apresenta-se surpreendentemente ágil em terra e maravilhosamente confortável na água. Graciosidade poderia ser, sem dúvida, a palavra-chave para definir uma lontra que mergulha, pois revela um tal à vontade debaixo de água que se assemelha a um bailado. Mas que características tão particulares serão essas? Por exemplo, as fossas nasais das lontras são valvulares, ou seja, fecham quando mergulha, o mesmo acontecendo com as orelhas, e os olhos permitem uma visão perfeita debaixo de água. Mesmo com as orelhas tapadas dentro de água, as lontras conseguem ouvir bem, simplesmente não conseguem determinar de onde vêm o som.
O olfacto das lontras é muito apurado, e um auxiliar precioso nas suas actividades de caça, na comunicação e detecção de perigos.
 
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Biólogo Marinha do Fluviário de Mora
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Joaninha Duarte
Medrar na Ribeira Raia
 
Adaptado de:
A colecção BILHETES DE IDENTIDADE, de acordo com ideia original de Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães.
 
O conceito dos B.I’s dos Animais foi-me apresentado pela Mestre Joaninha Duarte, a quem agradeço muito, devo a amizade e com quem partilho muitos momentos felizes.
                                                                                          Ana
 
 
 
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Borboleta-limão

Nome comum:

Borboleta-limão
 
Nome científico:
Gonepterix rhamni
 
Morada:
É habitual ao longo de quase todo o ano no percurso de descoberta da natureza do Parque Biológico de Gaia. Contudo, existe em Portugal no Norte e Centro, e depois no Algarve, de forma dispersa.
No Globo, distribui-se pelo Norte de África, Europa, Sibéria, Ásia Menor, ao todo em 39 países.
 
Género:
A fêmea é bege, quase branca. Os machos são mais vistosos, amarelo-limão, daí o nome. Tem uma envergadura de 5 a 6 cm.
 
Filiação e nascimento:
Esta borboleta pertence à família dos Pierídeos.
Todas as borboletas surgem na forma de um ovo que é posto isoladamente pela fêmea em folhas e ramos de Sanguinho-de-água (Frangula alnus), um arbusto nativo do nosso país.
Daí nasce a lagarta verde desta espécie de borboleta. Esta fase de larva é a da alimentação. Quando termina procura um sítio onde se sinta bem, imobiliza-se, e passa à fase seguinte, que é a de crisálida.
Nesse casulo passa geralmente de duas a quatro semanas, eclodindo depois como insecto adulto, a borboleta em si.
Quando fecha as asas simula uma folha verde e chega a imitar as nervuras e forma das folhas, a fim de escapar aos predadores, tais como aves, pequenos répteis e outros insectos.
 
                                   Sanguinho-de-água
Idade:
É a borboleta com maior longevidade na Europa, se considerarmos a fase de adulto deste insecto: cerca de um ano.
Quando chega o início do ano, em Janeiro, hiberna, e volta a voar, dependendo das temperaturas de cada ano, por volta de Março. Voa sobretudo de Maio a Outubro, numa só geração por ano.
 
Curiosidades:
Ameaças: desaparecimento das florestas autóctones prejudica a espécie, pois perdem a planta hospedeira para completarem o seu ciclo de vida.
Como ajudar a conservá-la? Escolhendo para os jardins privados e públicos plantas indígenas, neste caso alguns pés de Sanguinho-de-água.
Há outra espécie parecida, a Gonepterix Cleópatra, de habitats mediterrânicos.
 
Conteúdo Desenvolvido por:
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt
 
Bibliografia:
«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.
http://www.tagis.org

 

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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

B.I. DO ACHIGÃ

Nome comum:Achigã, Achigan, Perca-negra, Largemouth bass ou Black bass (no seu país de origem chamam-lhe estes dois últimos nomes).
 
Nome científico:Micropterus salmoides (Lacepède, 1802)
 
Nacionalidade: O Achigã apesar de oriundo das águas doces da América do Norte tornou-se num cidadão do mundo, pois foi introduzido como peixe de pesca desportiva um pouco por todo o mundo, designando-se assim por espécie cosmopolita.
 
Morada:O Achigã é o convidado que faz de qualquer casa a sua casa, e poderia ter como mote “tua casa, minha casa”, mas claro que tem preferências. Em boa verdade, apesar de ser tolerante a uma grande diversidade de habitats distintos, prefere águas límpidas e de corrente fraca (lênticas), com vegetação e margens suaves. Pode ser encontrado em lagos, barragens e albufeiras, rios e ribeiras e até em zonas pantanosas.
 

 

Género:Com o passar dos anos, em geral os Achigãs que atingem as maiores dimensões são fêmeas. O maior Achigã capturado de que há registo media 97 cm, mas em média, tanto machos como fêmeas chegam a cerca de 50 cm de comprimento e podem chegar a pesar mais de 10kg.

 
Filiação e Nascimento:No início da Primavera, quando a temperatura da água atinge os 16ºC, cada Achigã macho começa a procurar um local abrigado e protegido, pois trata-se da escolha de um local para construção de um ninho. Em águas pouco profundas no local escolhido começa a construção do ninho, primeiro escavando o areão com movimentos lentos mas fortes da barbatana caudal, o que pode provocar grande turbidez da água levando o dito Achigã a afastar-se até a água voltar a ficar mais límpida, e continuar a construção. Já perto da finalização da construção do ninho, os sedimentos mais finos podem ser sacudidos nadando suavemente em volta do ninho. Terminada a construção do ninho, este terá cerca de 50cm de diâmetro e mais ou menos 12cm de profundidade. O atarefado Achigã macho sai agora para águas mais profundas em busca de uma Achigã fêmea que já se encontra à sua espera, e quando a encontra leva-a até ao seu ninho, encaminhando-a com focinhadas suaves na zona dos opérculos. Já no ninho, a fêmea inicia a postura, que pode comportar até cerca de 10,000 ovos adesivos que são posteriormente fecundados pelo macho. Após a postura, o macho expulsa a fêmea do ninho, e é o macho que fica responsável pela protecção e oxigenação dos ovos até estes eclodirem, passados 3 a 4 dias pós-postura. Alguns estudos indicam que tanto macho como fêmea se encarregam da protecção das larvas de achigãs recém-eclodidas, mas em geral, é só o macho que fica responsável pela protecção dos jovens achigãs até estes terem cerca de um mês de idade, onde procuram refúgio entre a vegetação aquática disponível, tornando-se independentes.
 
Idade: O Achigã mais idoso de que há registo teria cerca de 20 anos de idade, embora seja mais comum a sua longevidade aproximar-se dos 6 a 12 anos.
 
Estado civil: Especialmente durante o Inverno e a Primavera, os Achigãs formam pares/casais durante as horas de luz, e preferem permanecer em pequenas agregações de Achigãs com dimensões semelhantes entre eles.
 
Crenças: A voracidade deste predador de topo é lendária, e acredita-se que consegue devorar presas de tamanho superior ao seu comprimento. Na realidade, já foi observado estes predadores conseguirem engolir presas com mais cerca de 20% do tamanho do Achigã em causa. Ainda em relação ao modo como se alimenta o Achigã, diz-se que ataca sempre as presas pela cabeça. De facto, por vezes começa pela outra extremidade, e depois de atordoar a presa, solta-a, vira-a de cabeça e engole-a.
 
Habilidades e Curiosidades:O Achigã foi introduzido pela primeira vez em Portugal em 1898, na Lagoa das Sete Cidades, na Ilha de S. Miguel, e só em 1952 foi introduzido no continente, tendo-se adaptado muito bem às bacias hidrográficas a sul do Tejo, sendo encarado como uma ameaça às espécies de peixes autóctones. Aliada a uma estratégia predadora generalista, o Achigã, possui uma vasta lista de presas. Enquanto juvenis, alimentam-se de plâncton, insectos, crustáceos e moluscos; já em adultos, preferem dar caça a peixes, anfíbios e crustáceos. Quando em cativeiro, o Achigã começa por recusar alimento inerte e sem movimento, e é por habituação e insistência que começará a aceitar esses alimentos. O ideal será colocar o alimento inerte num local com alguma corrente de água, para lhe conferir a ilusão de movimento e estimular os instintos de predador. Frequentemente, o comportamento predador do Achigã é associado a uma estratégia de emboscada, em que o animal permanece escondido e surpreende a presa, mas o leque variado de estratégias utilizadas pelo Achigã não deve ser resumido à emboscada. O Achigã utiliza todas as técnicas que seguem, e por isso, se designa por predador generalista: emboscada, perseguição (como faz a Barracuda), habituação (como faz a Garoupa) e exaustão (como faz o Atum). Provavelmente, a ideia de que o Achigã é um predador de emboscada está relacionada como facto de o Achigã procurar áreas com sombra ou de maior profundidade de forma a ocultar-se das presas, e poder surpreendê-las.
 
Feitos e manias:Será que o Achigã possui memória ou capacidade de aprendizagem? A resposta é sim e possuem uma aprendizagem muito prática, e para o demonstrar basta observar. O Achigã consegue memorizar qual uma presa de que tenha gostado particularmente e voltará a capturá-la caso tenha oportunidade para tal, e chegando a procurar presas iguais no mesmo local onde capturou a primeira. Também aprende a fugir dos sons de actividades humanas que significam uma ameaça para ele, e a ignorar os sons de actividades humanas inofensivos para ele, como por exemplo pessoas a nadar. Por exemplo, é possível que um achigã que tenha sido capturado num dado local e largado novamente, numa próxima instância que ouça sons de actividade de pesca, desapareça desse local por algum tempo.
 
Habilitações: O Achigã é um símbolo carismático da Pesca Desportiva, e muitos são os pescadores que procuram ano após ano quebrar recordes mundiais de pesca ao Achigã. Este ano, foi capturado no Japão, no Lago Biwa – um lago com cerca de 4 milhões de anos – um achigã com mais de 73cm e 10kg por Manabu Kurita, patrocinado pela Deps. O Achigã é um peixe muito apreciado na pesca desportiva por ser um lutador incansável, que não se poupará a esforços para se soltar do anzol. Entre os pescadores desportivos, existe uma forte conduta para libertar os achigãs capturados vivos, em especial os de maiores dimensões. Alguns estudos realizados sobre o acto de pesca e libertação no Achigã, demonstraram que esta espécie é resistente à captura e largada, tendo sido amostrados exemplares que foram capturados e largados por várias vezes.
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Medrar na Ribeira Raia
 
Adaptado de:
Maria Teresa Meireles
BI de Sapos e Rãs
2ª Edição
2004, Lisboa
Apenas Livros, Lda. p. 38
ISBN: 972-8777-17-5
 
De acordo com ideia original de Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães.
 
Fotografia: Paulo Oliveira
 
Bibliografia consultada:
 
Machado, C. E. M, Criação Prática de Peixes, Livraria Nobel SA, 8ª edição, 1972, p. 112
 
Bruno, S., Maugeri, S., Peces de Agua Dulce De Europa, Ediciones Ómega SA, 1995, p. 209
 
Cooke SJ, McKinley RS, Philipp DP. Physical activity and behavior of a centrarchid fish, Micropterus salmoides (Lace´pe`de), during spawning. Ecology of Freshwater Fish 2001: 10: 227–237
 
Sites consultados:
 
http://www.bass-brothers-team.com/index.htm
 
http://www.wmi.org/bassfish/articles/T181.htm
 
http://www3.interscience.wiley.com/journal/117978988/abstract
 
http://www.pesca-pt.com/index.php/content/view/13/27/

 

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Sabias que...

 

Não deves dar chocolate ao teu cão! O chocolate contém uma substância (a teobromina) que é venenosa para o cão. Se ele comer chocolate pode sentir convulsões, ataques cardíacos, hemorragia interna e até morrer. Se, por acaso, o teu cão comer muito chocolate leva-o ao veterinário. Ele vai ajudar-te a tratar do teu amiguinho!
 
Sabias que o chocolate preto, o que os teus pais usam para fazer bolos, é o mais perigoso para os cães?
 
Sabes qual é o maior animal da Terra?
Pensas que foi um dinossauro? Não! O maior animal do mundo é um mamífero e vive no oceano. Consegues adivinhar que animal é? É a baleia azul, imagina tu que ela pode chegar a medir 30 metros e pesar até 180 toneladas. É mesmo gigante! E é uma excelente mergulhadora.
 
Sabes do que é feita a gelatina?
A gelatina é feita de uma proteína animal chamada colágeno, extraída do couro do boi.
 
Sabes porque as cigarras são tão barulhentas?
É tão pequenina e faz tanto barulho. É verdade, tu a uma grande distância podes ouvir o som de uma cigarra. Mas, porque é que elas cantam? Os machos cantam durante os dias de calor para chamar as fêmeas e para afastar os pássaros.  
 
Sabes porque os camelos têm corcovas?
Sabes o que são corcovas? São os “montes” que os camelos têm nas costas. Há camelos com duas corcovas (camelo bactriano) e outros apenas com uma corcova (camelo dromedário).
 
Mas, afinal, para que servem as corcovas do camelo?
As corcovas armazenam gordura. Nas suas longas viagens no deserto o camelo usa essa gordura para se alimentar. Por isso, é que eles conseguem estar muito tempo sem comer.
Se um camelo não comer durante vários dias as suas corcovas diminuem.
 
Sabes qual a ave que corre mais rápido?
É a avestruz. Tem pernas muito ágeis e fortes, imagina só que ela pode atingir os 70 km/hora. A avestruz, como tu sabes, é uma ave não voadora.
 
Quais as aves que nadam melhor?
Os Pinguins. Os pinguins gostam muito de água. Sabias que ele consegue nadar a uma velocidade de 45 km/h.

 

Verdinho

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Sábado, 18 de Julho de 2009

O que sabes sobre os cucos?

Existem várias espécies de cucos, uns maiores e outros mais pequenos. Os cucos alimentam-se de insectos – aranhas, besouros, formigas, borboletas, lagartas e larvas.

                                                          
Sabes o que são aves migratórias?
São aves que fazem longas viagens. Viajam à procura de terras mais quentes e onde tenham mais alimentos. Normalmente têm filhotes num país e migram para outros países no Inverno.
 
Os cucos são aves migratórias. Por exemplo, no Inverno migram da Europa para o Norte de África.
 
Muitas espécies de cucos são parasitas (por exemplo o Cuco Canoro). Sabes o que isto quer dizer?
Os cucos não fazem ninhos, eles põem os ovos nos ninhos de outras aves (por exemplo no ninho dos rouxinóis). Na primavera a fêmea cuco procura ninhos de outras espécies de aves para pôr os seus ovos.
 
Antes de pôr ovos o Cuco Canoro observa atentamente os movimentos de algumas aves. Sabes porquê? A fêmea cuco anda a escolher os ninhos para depositar os seus ovos. E a escolher os pais adoptivos para as suas crias. Estas aves vão cuidar e alimentar as crias do cuco.
 
A mãe cuco apenas deposita um ovo por ninho. Pode depositar até 12 ovos semelhantes aos ovos das aves hospedeiras *, um em cada ninho.
 
A mãe cuco Canoro vai substituir um dos ovos da ave hospedeira pelo seu. Atira fora um dos ovos que já se encontra no ninho e coloca o seu nesse lugar. Ela coloca no ninho um ovo semelhante ao da ave hospedeira para que esta não se aperceba da substituição. Agora o trabalho é da ave hospedeira (incubar o ovo e alimentar o jovem cuco). Passados cerca de doze dias nasce o bebé cuco.
 
O cuco quando nasce quer a atenção toda para si. Por isso, empurra do ninho os verdadeiros filhos ou os ovos da ave que o acolheu. E assim, a ave hospedeira fica a criar apenas o cuco até que este tenha tamanho e idade para voar.
 
Sabias que a ave hospedeira fica, em pouco tempo, mais pequena que o jovem cuco? É verdade, é normal ver-se aves pequenas a alimentar aves grandes – os jovens cucos.
 
* ave hospedeira – ave que cuida e acolhe no seu ninho os ovos de outra ave.
 
Verdinho
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Nova subespécie de macaco

Olá amiguinho,
 
Esta notícia é fresquinha. Sabias que foi descoberta, numa zona escondida da floresta Amazónia, uma nova subespécie de macaco?
 
Sabes qual o nome que deram ao macaco?
O nome de Saguim-de-cara-suja-de-Mura.
 
O Saguim-de-cara-suja-de-Mura é cinza e marrom, pesa 213 gramas, tem apenas 24 centímetros de altura e uma cauda de 32 centímetros.
 
Fonte: Reuters
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B.I. DO PIMPÃO

 

Nome científico: Carassius auratus (Linnaeus, 1758)
 
Nome comum:Pimpão, Peixe-vermelho, Peixe-dourado, Cometa, Ninfa, Pom-pom, Cauda-de-véu e ainda, outros nomes mais exóticos como Oranda, Ce, Wakin, Jikin, Tosakin, Ranchu, Ryukin, Wen, entre outros.
 
Nacionalidade: A sua domesticação, na China, vem desde o século X, produzindo-se por selecção artificial, um grande número de variedades.
 
Morada:No meio selvagem, os Pimpões, preferem rios e lagos de água doce de corrente fraca e substrato arenoso, e que apresentem alguma vegetação disponível, que é por eles muito apreciada.
 
Género:Durante a época de reprodução é possível observar nas fêmeas de algumas variedades de Pimpão o ventre mais arredondado. Mas como o corpo arredondado, é uma das características seleccionadas pelos criadores, nem sempre esta característica pode indicar a distinção entre macho e fêmea. Os machos, por sua vez, desenvolvem pequenos tubérculos nupciais (semelhantes a pontos brancos) em zonas específicas do corpo – cabeça, opérculos e barbatanas peitorais – sendo especialmente notórios no primeiro raio das barbatanas peitorais uma fila destes tubérculos.
 
Filiação e Nascimento:A maturidade dos Pimpões começa a partir do segundo ano de vida, dependendo da temperatura da água, alimento disponível, entre outros factores ambientais. Na natureza, a reprodução ocorre durante o Verão, mas em aquários pode ocorrer durante todo o ano. Antes da postura dos ovos, o macho persegue a fêmea durante vários dias. A fêmea durante o período de reprodução poderá realizar várias posturas de milhares de ovos cada 8 a 10 dias. Os pequenos ovos são adesivos, e se o lago ou aquário tiverem plantas aquáticas, estes serão locais de eleição para as posturas.
 
Acredita-se que as “madrinhas” de todos os pimpões actuais foram a Carpa-da-Prússia (Carassius gibelio) e a Carpa-da-Crúcia (Carassius carassius), há muitos anos atrás.
 
Idade: Podem celebrar muitos aniversários, entre 10 a 40 anos, em cativeiro ou na natureza.
 
Estado civil: Especialmente durante o Verão, são muito namoradeiros.
 
Crenças: Na China, o Pimpão é símbolo de fortuna, saúde e prosperidade, enquanto que para os Budistas é o símbolo da liberdade. No Feng Shui, tradicionalmente são colocados num tanque oito pimpões laranja ou amarelos e um de cor escura, onde os de cor clara se destinam a atrair a boa sorte e o de cor escura, representa uma dádiva aos deuses do infortúnio.
 
Habilidades e Curiosidades: Muito se tem especulado sobre a memória de 3 segundos dos peixes, mas alguns estudos e experiências com Pimpões provaram algo muito diferente. A faculdade de psicologia da Universidade de Plymouth, numa investigação levada a cabo pela equipa do Dr. Phil Gee, concluiu que não só o Pimpão possui uma memória superior a 3 segundos, mas que pode ultrapassar 3 meses de duração em relação à memória de aprendizagem associativa e memória de aprendizagem social, inclusivamente chegando a reconhecer a mão de quem alimenta.
 
Numa outra experiência com luzes de várias cores, foi possível verificar que o Pimpão consegue reconhecer as diferenças de cor.
 
Feitos e manias: O Pimpão foi importado da China para Portugal, ao que tudo indica, em princípios do século XVII. Na mais antiga literatura zoológica portuguesa (finais do século XVIII) já é referido entre nós e designado por “peixe-da-china”. Durante o século XVIII foi introduzido em vários países europeus, aparentemente a partir de Portugal.
 
Habilitações: A história do Pimpão já vem de tempos antigos e de outros continentes, e não lhes é estranho frequentar casas reais e monásticas:
 
  • Na China, durante a Dinastia Jin, é pela primeira vez, é registada uma mutação genética natural para a cor das carpas-da-prússia (Carassius gibelio) e/ou da carpas-da-crúcia (Carassius carassius). As habitualmente carpas cinzentas ou prateadas, apresentam as seguintes cores mutantes: amarelo ou dourado, vermelho e laranja. Começa aqui a história do pimpão, pela acção do Homem.
  • Durante a Dinastia Tang, os jardins d´água são muito populares na China, pelo que os pimpões com as colorações amarelo-alaranjadas são uma grande atracção. Eram exibidos em recipientes, e não nos lagos, durante ocasiões especiais ou quando se queria impressionar os convidados durante uma recepção.
  • Tão belo que é considerado o Pimpão na China, que a imperatriz da Dinastia Sung ordenou a construção de um tanque que se destinava a albergar somente variedades de pimpões vermelhos e dourados. A imperatriz tinha um carinho especial pela variedade de pimpões dourados, pois era a cor da casa imperial, e só era permitido a posse de pimpões dourados a quem pertencesse à casa imperial.
 
Conteúdo Desenvolvido por:
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Medrar na Ribeira Raia
 
Adaptado de:
Maria Teresa Meireles
BI de Sapos e Rãs
2ª Edição
2004, Lisboa
Apenas Livros, Lda. p. 38
ISBN: 972-8777-17-5
 
Bibliografia consultada:
 
C. Almaça, Peixes dos Rios de Portugal , Edições Inapa, S. A., Lisboa, 1996.
H. R. Rabanal, History of Aquaculture, ASEAN/UNDP/FAO Regional Small-Scale Coastal Fisheries Development Project
Manila, Philippines, 1988.
 
Sites de internet consultados:
 
http://www.scientificblogging.com/small_world/golden_oldies_keeping_pet_fish_alive_because_theyre_smarter_than_you_think
 
http://www.nootropics.com/intelligence/smartfish.html
 
http://www.bristol-aquarists.org.uk/goldfish/info/info.htm
 
http://www.hagen.com/pdf/aquatic/Nutrafin_No4_English.pdf
 
Fotografia: Paulo Oliveira
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

B.I DO SAPO COMUM

  

Nome científico:Bufo bufo (Linnaeus, 1758)
 
Nome comum:Sapo-comum, Sapo-europeu, Sapo, Sapinho.
 
Nacionalidade:Sapos surgem por todo o lado onde haja água e terra, desde áreas agrícolas, zonas de montanha, montados de sobro e azinho, e bosques de caducifólias. Esta espécie encontra-se distribuída por toda a Eurásia, excepto a zona setentrional, e norte de África. Em Portugal, pode ser encontrado de norte a sul do país.
  
Morada:O sapo nasce na água e é filho da terra e com ela se confunde. Vive e sobrevive nestes dois elementos, mas também nos palácios, na mesa e cama das princesas, nas suas banheiras e frequentam assiduamente as festas e os jardins reais…
 
Género:Os sapos são geralmente machos no imaginário tradicional. Na maioria dos contos, são bichos apenas até encontrarem quem os ame. Depois, tornam-se príncipes. Na realidade, existem sapos fêmea e sapos macho, sendo que elas podem chegar aos 20 cm de comprimento e eles aos 15 cm.
 
Filiação e Nascimento:No início da Primavera, abandonam os esconderijos invernais, efectuando longas caminhadas até aos pontos de água onde ocorre a reprodução. Este aspecto migratório, deve-se ao facto destes animais mostrarem, ano após ano, preferência pelos mesmos locais de reprodução.Os sapos nascem de cânticos e de abraços longos e bem apertados (amplexo), em diversos pontos de água como charcos, braços de rio, etc. A fêmea põe então um cordão gelatinoso de ovos, que pode ter entre 2000 a 8000 ovos esféricos, enquanto o macho os fecunda. A sua gestação é por isso ovípara, passando pelas fases de ovo, larva e adulto, ocorrendo uma metamorfose radical nos próximos 2 a 4 meses, o tempo de passagem de girino a adulto.
 
Idade:Primordiais, inumeráveis e sempre em franca reprodução. Nascem muitos, sobrevivem poucos e morrem cedo. Na natureza, apesar de possuírem imensos predadores, podem chegar a viver entre 7 a 10 anos. Em cativeiro, podem viver até aos 30 anos. As principais ameaças a esta espécie são as crenças populares que traçam um retrato negativo deste animal, destruição do habitat natural e atropelamentos.
 
Estado civil:Quase sempre solteiros e à procura de noiva.
 
Crenças:Tratam-se de ditos populares que por traçarem aspectos negativos sobre o sapo, que não correspondem à verdade, promovem a perseguição humana a estes animais:
  • Um bocado de pão dentado, se for dado a um sapo, por qualquer pessoa que nos queira mal, mirra-se o sapo e mirramo-nos nós.
  • Quando um sapo nos fita é preciso dizer de repente, três vezes, cuspindo sempre fora: “Santos em mim / Quebrantos em ti.”
  • Quando se encontra um sapo e por acaso se lhe dá pancada, é necessário acabar com ele de todo, senão vai ter com a pessoa à cama.
  • Quando se vê um sapo, para não acontecer mal, é preciso cuspir fora três vezes.
  • É muito mau, quando um sapo entra em casa. É preciso ir ver logo se ele tem os olhos cosidos, para lhos descoser, porque se não se faz isto, a pessoa a quem fizeram feitiçaria com ele, morre imediatamente.
 
Habilidades e Curiosidades:Os olhos destes sapos possuem uma cor tipicamente avermelhada nos adultos, e a coloração dorsal é muito variável. Os sapos são animais inofensivos para o Homem, apesar da crença popular lhes atribuir numerosos males, sendo o mais comum, o de provocar o cobro ao serem tocados e o da sua urina provocar cegueira. Não existe qualquer evidência que tal ocorra. As secreções da sua pele podem provocar irritações, particularmente das mucosas, e geralmente o problema limita-se a um ardor passageiro. É um aliado incondicional do agricultor, devido à caça que dá a toda a sorte de insectos e a muitos outros animais nocivos aos produtos hortícolas, inclusivamente, micro-roedores, mais conhecidos por “ratinhos do campo”. Infelizmente, ainda são utilizados como instrumento de feitiçarias e magia negra, desde o séc. III, uso que ainda persiste na sociedade, tanto urbana como camponesa.
 
Feitos e manias:Os sapos gostam de leite e procuram-no juntos dos humanos. Quando se sentem ameaçados, incham o corpo e baixam a cabeça, ostentando as glândulas parótidas, e enquanto isso mantêm o corpo elevado pelos membros posteriores, chegando por vezes a expelir urina.
 
Habilitações:Guardado em casa e criado como animal de semi-estimação, o sapo funciona como desumidificador, insecticida qualificado e bom jardineiro.
Dizem do sapo que, à semelhança do que é dito da serpente e do basilisco, fascina com o olhar.
 
Conteúdo Desenvolvido por:
 
Ana Caramujo Marcelino Canas
Biólogo Marinha do Fluviário de Mora
 
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Medrar na Ribeira Raia
 
Adaptado de:
Maria Teresa Meireles
BI de Sapos e Rãs
2ª Edição
2004, Lisboa
Apenas Livros, Lda. p. 38
ISBN: 972-8777-17-5
 
http://www.fluviariomora.pt/index.php
 
Bibliografia consultada:
J. M. Pargana, O.S. Paulo, E. G. Crespo, Anfíbios e Répteis do Parque Natural da Serra de S. Mamede, Parque Natural de S. Mamede/ICN, 2ª edição, Portalegre, 1998, p. 101
 
Noémio de Sousa, Viagem Maravilhosa ao Mundo dos Anfíbios de Portugal, Aquário Vasco da Gama, Lisboa, 2008, p. 47

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

O que sabes sobre os MORCEGOS?

 

Sabias que os morcegos são os únicos mamíferos capazes de voar?
Os morcegos amamentam os seus filhotes e tem mãos com cinco dedos, como nós humanos, transformadas em asas, o que lhes permite voar. Normalmente têm apenas um filho por ano.
 
Como já deves saber os morcegos passam grande parte da vida pendurados de cabeça para baixo.
 
O que é que os morcegos comem?
Deves pensar que todos morcegos são vampiros que se alimentam do sangue das suas presas. Não é verdade, existem mais de 1000 espécies de morcegos na Terra e apenas três se alimenta do sangue de aves e pássaros e de grandes animais como vacas e cavalos.
 
Os morcegos vampiros só se alimentam de sangue e não conseguem passar mais de três dias sem ele. Estes morcegos não vivem em Portugal, apenas vivem na América Latina e no Sul do México.
 
A maior parte dos morcegos alimenta-se de insectos, que caçam durante a noite. Por isso, são muito importantes para controlar algumas pragas prejudiciais à agricultura e à floresta.
 
Imagina que em apenas uma noite um morcego consegue comer uma quantidade de insectos superior ao seu próprio peso.
 
Outros alimentam-se de frutas. Estes têm um papel muito importante porque ao alimentarem-se de frutos levam as sementes para longe da planta-mãe, espalham-nas e, passado algum tempo, das sementes nascem árvores. Sabias que por noite um morcego pode transportar mais de 500 pequenas sementes?
Como podes verificar os morcegos são muito importantes para o equilíbrio da natureza.  
 
Onde é que os morcegos vivem?
Os morcegos vivem em grutas, minas, cavernas, tocas feitas nos troncos das árvores, como nas tocas de pica-paus abandonadas, escondidos entre as telhas e nas casas velhas e noutras construções humanas abandonadas e também procuram abrigo em fendas nas rochas.
 
Sabias que em Portugal existem 24 espécies de morcegos?
 
Sabias que há morcegos em perigo de extinção? Sabes porque estão ameaçados?
Muitas vezes o seu habitat é destruído e eles ficam sem casa.
Tu podes ajudar! Evita a destruição e perturbação dos abrigos destes animais e diz aos teus amigos que os morcegos não fazem mal e são muito importantes para a natureza.

 

Verdinho

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Sábado, 21 de Março de 2009

Animal mistério

Adivinha quem é...

 

Ontem fui passear ao Parque Natural do Douro Internacional. É muito bonito.  Enquanto passeava, conheci  um novo amigo. Ele conhecia muito bem o parque e levou-me a conhecer tudo. Quis saber mais sobre ele. Queres saber quem é?

 

Presta atenção às perguntas que lhe fiz!

 

O que é que tu comes?

Sou uma ave carnívora, gosto de comer roedores, coelhos, lebres e aves de porte médio. Fecho as asas e ataco a minha presa em voo picado.
 
Em voo podem confundir-te com outras aves?
Sim. Podem confundir-me com outras grandes aves planadoras escuras como o Grifo ou o Abutre-preto. Mas, se olhares para o céu com atenção, consegues identificar-me. As minhas asas são rectas e têm a ponta das asas dobrada para cima e o meu voo é mais veloz.
 
Onde é que tu vives?
Eu vivo nas terras altas e nas montanhas. Podes ver-me em algumas serras de Portugal, voando em círculos.
 
Quem és tu?
Sou uma ave de rapina muito grande. Em adulto tenho uma cor castanha e a minha nuca é mais clara, variando do amarelo até ao castanho mais claro. Em pequeno tenho tons brancos nas asas e na cauda. O meu bico é recurvado, grosso e forte. As minhas asas são muito longas.
 
Porque estás em perigo?
Porque o homem retira-me o alimento com a caça a aves e a coelhos e também porque o homem destrói o meu habitat.
 
Onde costumas fazer os teus ninhos?
Faço os meus ninhos nas encostas das serras, ou no cimo de algumas árvores.
 
Como é feito o teu ninho?
O meu ninho é feito de varas, ramos, raízes, ervas daninhas e mato. Os ninhos são reutilizados em anos sucessivos.
 
Quantos filhotes as fêmeas costumam ter?
Eu realizo apenas uma postura por ano, sendo normalmente constituída por dois ovos. Ambos os pais cuidam das crias.
 
Quanto é que tu pesas?
Peso entre 2,5 a 7 kg. As fêmeas são maiores que os machos.
 
Como se distingue um macho de uma fêmea?
As fêmeas são maiores que os machos. Em geral, o macho apresenta maior número de manchas transversais escuras na cauda
 
Já conseguiste adivinhar que animal é este?
 
Muito bem! É uma Águia-Real.
 
Verdinho
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

O meu amigo lince ibérico

Olá amiguinho!

 
Hoje venho falar-te de um animal que é meu amigo. É o lince ibérico!
Sabias que o lince está em perigo? É verdade, ele está em ameaça de extinção.
 
Vou apresentar-te o meu amigo.
 
O lince ibérico tem pelagem castanho-amarelada com pintas negras e uma cauda curta com a ponta preta. Ele tem longas patilhas que crescem ao longo do tempo e as suas orelhas têm pêlos rígidos em forma de pincel.
 
 
Ele é envergonhado. Pelo menos é o que eu penso. Ele só gosta de sair à noite e não gosta de ser visto. Logo, só pode ser envergonhado não acham amiguinhos? Penso que partilham a minha opinião.
 
O meu amigo lince ibérico procura abrigo nos bosques e matagais mediterrânicos.
 
Quando as mães linces têm bebés, o mais comum é nascerem apenas 2 crias que recebem cuidados das suas mães durante cerca de 1 ano. Depois os filhotes tornam-se independentes e abandonam a sua família.
 
O lince ibérico alimenta-se do coelho bravo. Mas, os coelhos morrem devido a várias doenças e também devido à caça excessiva, e assim, o lince tem dificuldade em arranjar alimento e acaba por ficar fraco e mesmo morrer com fome.
 
Outras ameaças à sobrevivência do lince são as maldades que se fazem à floresta, a construção de barragens e estradas, bem como a morte por atropelamento.
 
Como podes ver o lince corre mesmo muito perigo e eu não quero perder um amigo como ele.
 
Fico muito triste só de pensar que o meu amigo lince pode desaparecer.
Não podemos deixar isto acontecer! Nós temos que ajudar o lince. Pede ajuda aos teus pais e professores, para todos juntos salvarmos o lince ibérico.
 
Manda-me um e-mail para verdinho@natureza-brincalhona.pt e conta-me qual é o teu animal preferido e fala-me sobre ele. Eu depois coloco o teu texto no meu Blog.
 
Verdinho
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